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Educar para a autonomia: um compromisso que começa desde cedo

Por Prof. Elisa Macedo
Entenda como desenvolver a autonomia na infância e formar crianças mais seguras, confiantes e protagonistas, com base na educação infantil e na BNCC.


Por Prof. Elisa Macedo - Educação Infantil

No Colégio Helios, acreditamos que educar vai muito além de ensinar conteúdos. Desde os primeiros anos de vida, nosso trabalho é guiado por um propósito essencial: formar crianças autônomas, confiantes e protagonistas de suas próprias histórias.

Falar sobre autonomia na infância é falar sobre confiança, respeito e construção de identidade. E esse processo começa muito antes do que muitos imaginam. Desde bebês, as crianças já demonstram o desejo de explorar o mundo, fazer escolhas e participar ativamente das situações do dia a dia — e é justamente nesse movimento que a autonomia começa a se desenvolver.

Autonomia na educação infantil: como ela se constrói na prática

Em nossa prática pedagógica, valorizamos cada pequena conquista. Para uma criança, guardar um brinquedo, tentar se alimentar sozinha, escolher uma brincadeira ou expressar suas vontades são grandes avanços. São esses momentos que constroem, pouco a pouco, a independência e a segurança emocional.

Primeira infância: onde tudo começa

Por isso, desde o Mini Maternal até o Maternal II, com crianças de 1 ano e 7 meses a 3 anos, criamos diariamente oportunidades para que elas façam escolhas, se expressem e assumam pequenas responsabilidades, sempre respeitando seu tempo e seu desenvolvimento.

O papel do ambiente no desenvolvimento da autonomia

Mais do que ensinar, nosso papel como educadores é proporcionar experiências. Oferecemos um ambiente acolhedor, seguro e estimulante, onde a criança pode experimentar, tentar, errar e tentar novamente. Esse processo fortalece a autoestima, desenvolve a confiança e incentiva a curiosidade — elementos fundamentais para a aprendizagem ao longo da vida.

Autonomia não é fazer sozinho: é participar com segurança

Entendemos que autonomia não significa fazer tudo sozinho, mas sim participar ativamente das próprias experiências, com o apoio e a mediação do adulto. Cada criança tem seu ritmo, e respeitar esse tempo é parte essencial do nosso olhar pedagógico.

Base pedagógica: o que dizem os especialistas

Essa forma de educar é sustentada por importantes referências da educação. Jean Piaget nos mostra que a criança aprende ao interagir com o mundo, construindo conhecimento a partir da experiência. Já Lev Vygotsky destaca a importância das relações e da mediação do outro nesse processo. E Maria Montessori nos inspira com uma reflexão fundamental:
Nunca ajude uma criança a fazer algo que ela acredita que pode fazer sozinha.

Além disso, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reconhece a autonomia como um direito de aprendizagem na Educação Infantil, reforçando a importância de práticas que incentivem a participação ativa, a escolha e a expressão das crianças no cotidiano escolar.

Educar para a autonomia é preparar para a vida

No Colégio Helios, essa não é apenas uma ideia — é uma prática viva, presente todos os dias em nossas salas, nas interações e nas experiências que proporcionamos às crianças desde muito cedo.

Educar para a autonomia é preparar para a vida. É permitir que cada criança descubra suas capacidades, construa sua identidade e desenvolva segurança para enfrentar novos desafios. E sabemos: tudo isso começa nas pequenas ações do dia a dia — aquelas que, com o tempo, fazem toda a diferença.

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Setembro Amarelo - Porque é importante cuidar da saúde mental no ambiente escolar? 

Por Talita Rípoli - Psicóloga e Thaís Lima - Mestre em Gestão Educacional

Por Talita Rípoli - Psicóloga e Thaís Lima - Mestre em Gestão Educacional.

Continuamos tratando da temática do Setembro Amarelo, os textos anteriores conceituam o que é saúde mental, sua importância bem como tratam sobre os profissionais da área da saúde que podem nos ajudar. Neste texto trataremos da importância em cuidar da saúde mental desde cedo e dentro do ambiente escolar, afinal nossos filhos passam boa parte de seus dias na escola e é nesse ambiente que se preparam para viver em sociedade.

O cuidado com a saúde mental no ambiente escolar é fundamental para o desenvolvimento pleno dos estudantes. As escolas desempenham um papel crucial na formação do indivíduo, não apenas no aspecto acadêmico, mas também no emocional e social. Para promover esse desenvolvimento integral, é essencial que as instituições de ensino implementem programas socioemocionais e projetos que abordem temas como bullying, respeito e preconceito.

Programas socioemocionais visam desenvolver habilidades emocionais e sociais nos alunos, como empatia, autocontrole, resiliência e tomada de decisão responsável. Dessa forma, os estudantes aprendem como compreender e gerenciar suas emoções, construir relacionamentos saudáveis e enfrentar desafios de maneira positiva. Quando a escola promove um ambiente que valoriza o bem-estar emocional, os alunos se sentem mais seguros, o que contribui para um melhor desempenho acadêmico e para a construção de um clima escolar mais harmonioso.

Em nosso Colégio, o Programa Socioemocional Líder em Mim proporciona momentos de reflexão e discussão semanais em todas as turmas, sempre direcionados por professores com treinamento específico no programa, além disso, diariamente todos os colaboradores do colégio - que também receberam treinamento - tem a oportunidade de colocar em prática, juntamente com nossos estudantes, todas as temáticas trazidas nas reflexões pelo programa, usando-as para contribuir para o desenvolvimento das atividades e também para encarar e solucionar os desafios cotidianos.

Para exemplificar como isso funciona, darei o exemplo de um evento que é um dos mais especiais que temos no colégio: "O dia dos avós". Trata-se de uma atividade direcionada para as famílias da Educação infantil e dos Anos Iniciais (1º ao 5º anos). Como sabemos os avós são fundamentais na vida das crianças e no caso de nossas famílias, são muito presentes e queridos, por isso dedicamos um dia para recebê-los e construir com eles momentos e memórias especialmente felizes com nossas crianças e equipe. Participaram deste momento tão importante a Equipe Farol Mirim, composta por alunos dos Anos Finais (6º ao 9º ano) e do Ensino Médio, eles contribuíram recebendo os avós, mostrando o colégio e colaborando ativamente nas atividades. 

Essa atividade tem vários objetivos, pensando em cada um dos envolvidos, para os alunos participantes: proporcionamos momentos de prazer, aprendizagem e relacionamento com seus familiares (avós); para os avós: oportunidade de participar ativamente da vida dos netos, compartilhando vivências, aprendendo e divertindo-se juntos; para nossa equipe: a oportunidade de aprender, trocar experiências e conhecer um pouco mais de nossas famílias, para que possamos contribuir de maneira mais significativa no desenvolvimento de cada um de nossos alunos; para os alunos da Equipe Farol Mirim: dar a oportunidade de experimentarem sentimentos de pertencimento, protagonismo, exercício de sua empatia, paciência e responsabilidade, habilidades tão essenciais para uma vida saudável, além é claro de aprenderem na prática o valor da família e a importância da relação que a família constroi com a escola.

Esse é apenas um emxemplo dos muitos projetos que acontecem ao longo de todo o ano letivo e que leva em consideração: nossa proposta pedagógica, o desenvolvimento das competências socioemocionais trabalhadas semanalmente em nosso Programa e a saúde mental de todos os envolvidos.

Esse cuidado com a saúde mental no ambiente escolar promove o desenvolvimento global dos alunos, preparando-os para os desafios da vida adulta. Eles saem da escola não apenas com conhecimentos acadêmicos, mas também com habilidades emocionais e sociais que serão fundamentais para o sucesso em suas vidas pessoais e profissionais.

No próximo texto traremos mais exemplos práticos de como fazemos isso em nosso dia a dia. 

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