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Nem tudo que pode ser medido representa o que uma criança aprendeu

Por Carolina Prado - Coordenadora Pedagógica dos ciclos da Ed. Infantil e Anos Iniciais
Notas escolares são importantes, mas não representam toda a aprendizagem. Entenda por que avaliar uma criança também exige observar processos, avanços, dificuldades e desenvolvimento.


Por Carolina Prado - Coordenadora Pedagógica dos ciclos da Educação Infantil e Anos Iniciais

Vivemos em uma época cada vez mais orientada por números. Notas escolares, médias, porcentagens, rankings e resultados de avaliações fazem parte da rotina educacional e cumprem um papel importante no acompanhamento do desenvolvimento dos alunos.

Avaliar é necessário.

O problema surge quando aquilo que é mais fácil de medir passa a ser entendido como aquilo que, de fato, define o que uma criança aprendeu.

Uma nota pode indicar o desempenho do aluno em determinada atividade, prova ou período. Ela pode oferecer informações importantes sobre aquilo que foi compreendido e também sobre os conteúdos ou habilidades que ainda precisam ser retomados.

Mas uma nota escolar, sozinha, não conta toda a história da aprendizagem.

Aprender vai muito além de acertar questões

A aprendizagem infantil não acontece apenas quando uma criança consegue apresentar a resposta correta em uma prova.

Uma criança pode apresentar um resultado abaixo do esperado em uma avaliação e, ainda assim, ter avançado significativamente em relação ao seu próprio ponto de partida.

Ela pode ter desenvolvido novas estratégias, ampliado seu vocabulário, adquirido mais autonomia, aprendido a argumentar, superado uma dificuldade ou começado a compreender um conceito que antes parecia distante.

Todos esses aspectos também fazem parte do desenvolvimento da aprendizagem.

Da mesma forma, um resultado elevado não significa, necessariamente, que houve uma aprendizagem profunda.

É possível memorizar conteúdos, reproduzir procedimentos e alcançar boas notas sem que isso represente, obrigatoriamente, compreensão, capacidade de estabelecer relações ou autonomia para utilizar aquele conhecimento em diferentes situações.

Por isso, compreender como avaliar a aprendizagem exige um olhar que vá além dos resultados numéricos.

Avaliação escolar também precisa compreender processos

Avaliar não deveria significar apenas medir resultados, mas também compreender processos.

Philippe Perrenoud (1999), ao discutir a avaliação da aprendizagem e a regulação das aprendizagens, chama atenção para a necessidade de utilizar as informações produzidas pelas avaliações para compreender e favorecer o desenvolvimento do aluno, e não apenas para classificá-lo.

Essa reflexão é especialmente importante quando pensamos na maneira como famílias, escolas e sociedade interpretam o desempenho escolar das crianças.

Quantas vezes perguntamos a uma criança apenas: “Quanto você tirou?”
E quantas vezes perguntamos: “O que você aprendeu?”, “O que foi difícil?”, “O que você conseguiu fazer dessa vez que antes não conseguia?” ou “O que você gostaria de aprender melhor?”

A diferença entre essas perguntas pode parecer pequena, mas revela concepções muito diferentes sobre educação, avaliação e aprendizagem.

Quando a nota se transforma no objetivo principal

Quando a nota se torna o principal indicador utilizado pelos adultos para avaliar o sucesso de uma criança, existe o risco de ela começar a compreender que aprender é simplesmente tirar boas notas.

E, consequentemente, pode começar a interpretar o erro como fracasso.

Mas o erro também informa. A dificuldade também ensina. O processo também precisa ser observado.

Uma criança não é uma média, uma porcentagem ou um ranking. Esses números podem representar parte de sua trajetória, mas não conseguem traduzir integralmente sua curiosidade, seus esforços, suas estratégias, seus avanços, suas dificuldades e as diferentes formas pelas quais ela constrói conhecimento.

O desenvolvimento infantil não cabe inteiramente em uma nota

Pensar em educação integral também significa compreender que existem aprendizagens que não aparecem imediatamente em uma prova.

Autonomia, criatividade, capacidade de argumentação, convivência, responsabilidade, persistência, curiosidade e capacidade de solucionar problemas são exemplos de competências desenvolvidas ao longo da trajetória escolar que nem sempre podem ser traduzidas facilmente em números.

Isso não significa abandonar notas, avaliações ou indicadores de desempenho.

Significa compreender seus limites.

Os resultados são ferramentas importantes para acompanhar a aprendizagem, identificar dificuldades e orientar intervenções pedagógicas. Entretanto, precisam ser analisados dentro de um contexto mais amplo.

Talvez seja necessário, como sociedade, ampliar nosso olhar sobre a aprendizagem das crianças e reconhecer que seu desenvolvimento não cabe inteiramente em uma nota, uma média ou um resultado.

Porque aquilo que conseguimos transformar em número é importante.

Mas nem tudo aquilo que importa pode ser transformado em número.

Referência bibliográfica

PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens: entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed, 1999.


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Bem-vindos a um novo semestre!

Por Daniela Magno -Vice-Diretora Pedagógica

Por Daniela Magno - Vice-diretora Pedagógica

Qual emoção você sente quando ouve a palavra "início"? Início nos remete a novas oportunidades, novas chances, novos aprendizados, novos hábitos e novas tentativas. Estamos a caminho do início de mais um semestre e nossa expectativa é que coisas incríveis aconteçam. Para isso, estamos preparando atividades que promovam aprendizados, desafios, renovação e interação.

Muitas vezes, a emoção que sentimos diante de um início é o medo – medo de novos desafios, de conhecer novas pessoas, de encarar novos projetos. No entanto, o medo nos ajuda a avançar com cautela e nos lembra da importância de estarmos preparados.

Estamos organizando este início com muita alegria e sabemos que experiências extraordinárias acontecem quando estamos entusiasmados em realizar. Estamos ansiosos para compartilhar novas experiências, aprender juntos e crescer como família Helios.

Neste semestre teremos várias programações com objetivo de envolver os alunos e seus familiares em nossas ações, e para isso, nossa expectativa é que cada um de vocês se sinta parte dessa jornada, participando ativamente de cada ação.

Começaremos em agosto com “O Dia dos Avós” que será um momento especial para as famílias dos alunos da Educação Infantil e Anos Iniciais, proporcionando um encontro recheado de experiências e muita diversão.

Também no mês de agosto, teremos nossa tão esperada  Visita Pedagógica , que será será uma oportunidade para os alunos da Educação Infantil e Anos Iniciais explorarem a natureza e conhecerem os animais e suas características, com muita aventura e segurança no Parque Fazenda Cia dos Bichos.

O Dia dos Pais será um evento para fortalecer os laços entre pais e filhos. Para os alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio, os pais participarão de atividades cooperativas em um mini torneio de vôlei com seus filhos. Já para os alunos da Educação Infantil e Anos Iniciais, os pais serão convidados a vivenciar momentos de diversão e construção de memórias especiais por meio de atividades com a temática da Disney.

Ainda no mês de agosto, faremos  a apresentação para  Mudança de Ciclo, para as turmas do Nível II, 5º e 9º Ano, demonstrando as diferenças entre os ciclos, bem como os novos desafios dessa etapa que se aproxima para preparar as famílias dos alunos que estão saindo da Educação Infantil para os Anos Iniciais, os que estão saindo dos Anos Iniciais para os Anos Finais e os que estão deixando os Anos Finais para ingressarem no Ensino Médio. É muito importante a participação das famílias nessa reunião, pois é um momento em que elas conhecerão de perto todas as novidades que estão por vir, e poderão dar apoio para seus filhos em relação a suas possíveis angústias e anseios sobre o novo ciclo. Em breve vocês receberão nosso convite para esta ação.

Em setembro teremos a nossa tão esperada Feira Cultural, que é um marco no ano, no qual podem expressar suas habilidades e competências desenvolvidas e proporcionar às famílias a oportunidade de vivenciar todo o trabalho desenvolvido por eles, com atividades interativas e exposições de trabalhos maravilhosos.

Ainda em setembro, os alunos do Ensino Médio terão a oportunidade de participar da Visita à Universidade, para que conheçam mais sobre os cursos e profissões, vivenciando experiências únicas para alavancarem suas carreiras e vidas.

No mês de outubro, teremos nosso tradicional “Encontro” entre os alunos dos Anos Finais e Ensino Médio, para uma divertida noite de piquenique, atividades interativas e balada. E para os menores, teremos a comemoração do Dia das Crianças, com brincadeiras e muita diversão.

Para encerrarmos nosso ano letivo com chave de ouro, nossos alunos participarão do Campeonato Interclasses, que é o evento mais aguardado por eles. Ao longo do ano, os alunos se dedicam na criação de camisetas dos times e, em dezembro, participam dos jogos para finalizarmos o ano da mesma forma que começamos: com muito entusiasmo e alegria. Assim é o Colégio Helios. Entusiasmo e  alegria fazem parte da nossa jornada o ano inteiro, na preparação de todas as atividades para nossos alunos e seus familiares!

Preparem-se para um semestre cheio de possibilidades e realizações, com muita dedicação de toda família Helios, para que sua família sinta-se feliz e acolhida em todas as nossas propostas. Bem-vindos ao novo semestre!

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O Brincar na Educação Infantil

Por Prof. Gabriela Coelho - Educação Infantil

Por Prof. Gabriela Coelho - Educação Infantil

Se eu te perguntar quais as melhores lembranças de sua infância, o que você me diria? Eu com certeza te contaria das tardes andando de bicicleta com as primas no interior e de como ralei o joelho em uma das ocasiões. Ou das tardes brincando de cozinhar e alimentar as bonecas juntamente com a minha irmã. São memórias preciosas que nos marcaram e que fizeram quem somos hoje. A verdade é que as nossas memórias de infância estarão sempre entrelaçadas ao brincar, pois ele faz parte da nossa construção enquanto seres humanos.

“As crianças de hoje em dia já não brincam como antigamente!” ou “Na minha época, nós éramos felizes de verdade e podíamos brincar na rua!”, você já ouviu alguém dizer essas frases? Você já disse alguma delas ou frases semelhantes? Já se perguntou o porquê das crianças não brincarem mais como antigamente? A verdade é que o mundo digitalizado, agitado e por vezes impaciente dos adultos engoliu o mundo das crianças. Muitas das brincadeiras passadas de pais para filhos, por gerações, estão se perdendo devido ao pouco contato das crianças de hoje com as crianças que fomos, com a pouca segurança que temos nas ruas, com as telas e seus excessos.

Como então podemos resgatar a cultura do brincar? Como pensar nas infâncias mais livres, significativas e fazedoras de cultura? Não há possibilidade de desassociar a infância da brincadeira. Enquanto educadores, nós da Família Helios valorizamos em nossa escola uma Educação Infantil brincante, nos colocamos como promotores de um brincar livre e valorizamos a criança como protagonista de seus aprendizados. 

Jean Piaget, biólogo e estudioso da infância, em sua teoria do desenvolvimento cognitivo destacou a importância do brincar para a construção de habilidades cognitivas, sociais e emocionais. É através dos jogos e brincadeiras que as crianças absorvem o mundo ao seu redor. Portanto, a brincadeira tem um papel além da distração e do lazer, pois é através do brincar que a criança aprende. Em suas observações, a educadora italiana Maria Montessori notou que as crianças são motivadas e gratificadas através do brincar, e destaca que o brincar é o trabalho da criança. Montessori nos confirma que o brincar está além do lazer, o brincar é fundamental para o desenvolvimento e aprendizado infantil. Assim como Piaget e Montessori, vemos Loris Malaguzzi, educador italiano e fundador da abordagem Reggio Emilia dizer que a criança é protagonista do seu próprio aprendizado e para ele o brincar é considerado uma forma de expressão e exploração.

Baseado em Reggio Emilia, buscamos proporcionar momentos de brincar livre para a educação infantil, pois brincar livremente permite buscar suas próprias experiências de aprendizado, valorizando o que parte da própria criança, da sua curiosidade nata e não é direcionado por um adulto. Você deve estar se perguntando, qual é o papel do professor, então? O professor é facilitador do brincar, responsável por proporcionar um ambiente rico e convidativo para as crianças. Ele é pesquisador, buscando sempre novas ideias a fim de melhorar as experiências de sua turma, é colaborador, envolvendo as crianças com perguntas e conversas que instiguem ainda mais a curiosidade, pesquisa e exploração.

O ambiente, espaço onde ocorre o brincar, deve ser preparado, e o professor é o responsável por esta atividade. Um ambiente rico em aprendizagens e exploração deve ir além dos brinquedos convencionais, pois estes brinquedos muitas vezes já ditam o como se deve brincar. Por exemplo, ao pegar uma boneca, uma menina logo finge ser a mamãe e começa os cuidados com ela, a boneca então passa a ser limitada em instigar a criatividade das crianças, porém se oferecermos materiais não estruturados, como um carretel, ele pode tornar-se torre se empilhado, trem se arrastado por cima de blocos de madeira, se envolto em pequenos pedaços de tecido, vira uma boneca, se colocado sob os olhos atentos de uma criança, vira binóculo ou luneta, se sobre a boca, microfone ou alto falante. Os materiais não estruturados são aqueles que não têm um propósito específico ou uma maneira certa de serem usados, o que permite que as crianças brinquem de várias maneiras e usem sua imaginação para dar significado.

E você, consegue se lembrar de algum tipo de material que se transformou em algo significativo? Já fez aquele galho no meio do caminho de bengala ou espada, ou usou pedrinhas para criar formas e inventar objetos e animais? Observou os desenhos no azulejo enquanto tomava aquele banho demorado de criança e descobriu uma porção de rostos diferentes? Já fez sacola de pipa, ou amarrou várias blusas de frio juntas para virar uma boneca? Usou materiais recicláveis para criar carrinhos, aviões ou até mesmo bonecos?

É este tipo de infância que propomos para nossas crianças através do brincar, do brincar livre e do brincar com materiais não estruturados. A infância o qual você foi exposto pela simplicidade dos tempos antigos e que nós, enquanto escola, buscamos resgatar.


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Sistema de avaliação

Por Bruna Karine - Prof. de Matemática

Por Bruna Karine - Professora de Matemática

“Sou eu que vou seguir você

Do primeiro rabisco até o bê-a-bá

Em todos os desenhos

Coloridos vou estar

A casa, a montanha, duas nuvens no céu

E um sol a sorrir no papel”

(O Caderno - Toquinho)

A parte fundamental do processo educacional é, sem dúvida, a avaliação, pois, através dela, estudantes e professores compreendem o progresso do aprendizado. Porém, é essencial reconhecer que os estudantes não devem ser avaliados apenas numa perspectiva conceitual, é importante considerarmos todas as suas habilidades, dificuldades e necessidades individuais.

O nosso sistema de avaliação reconhece a importância de enxergar nossos estudantes por um ângulo de 360°, pois não os avaliamos apenas em seu conhecimento teórico, mas também em sua capacidade de aplicar esse conhecimento em diferentes contextos, bem como em suas habilidades sociais, emocionais e práticas. 

Ao avaliar um estudante em matemática, por exemplo, não devemos nos limitar apenas a testes dissertativos, mas também considerar sua capacidade de resolver problemas do dia a dia, trabalhar em equipe e comunicar suas ideias de forma clara. 

Além disso, é importante considerar as necessidades individuais dos estudantes, incluindo aqueles com habilidades diferentes, déficits ou dificuldades de aprendizagem. Por isso, fornecer adaptações e suporte adicionais durante o processo de avaliação garante que todos os estudantes tenham a oportunidade de demonstrar seu verdadeiro potencial.

Através da avaliação inclusiva e assertiva, podemos garantir que os estudantes sejam avaliados de forma justa e abrangente, levando em consideração toda sua esfera de habilidades, dificuldades e necessidades.

Aqui no Colégio Helios, honramos a grandeza que há em cada um de nossos alunos. Por isso, nosso sistema de avaliação não apenas promove uma cultura de equidade e inclusão na educação, mas também ajuda os estudantes a se desenvolverem de forma integral como indivíduos e cidadãos preparados para enfrentar os desafios do mundo real.


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Programa Orientação de Estudo

Por Marília Brito - Secretária Escolar

Por Marília Brito - Secretária Escolar

O desenvolvimento dos nossos estudantes é o objetivo principal do nosso colégio, e, por isso, não nos limitamos a simplesmente ministrar os conteúdos em sala de aula.

Além dos professores, que estão diretamente envolvidos no desenvolvimento acadêmico dos alunos, temos uma equipe composta por muitos outros profissionais, que diariamente convivem com todos eles, coordenando, planejando e acompanhando suas atividades, para que esse desenvolvimento acadêmico se dê de forma ampla e irrestrita à sala de aula.

Através desse acompanhamento próximo e individualizado de cada aluno, percebemos que muitos demandam orientação no sentido de descobrir “como estudar”, quais estratégias funcionam melhor para cada um, de que maneira cada um aprende e fixa melhor os conteúdos, pois um mesmo método de ensino pode não ser igualmente eficaz para todos os alunos. Afinal, se somos diferentes, porque aprenderíamos todos da mesma forma?

Partindo do que acreditamos no sentido de que é papel dos educadores identificar as dificuldades de nossos alunos e então ajudá-los traçar o melhor caminho a ser perseguido para o aprendizado eficaz, desde 2018 contamos com o Programa de Orientação aos Estudos (POE), elaborado e implantado pela equipe de coordenação pedagógica, que tem como objetivo auxiliar os alunos a melhorar seu aproveitamento escolar.

Neste programa, acolhemos os alunos individualmente ou em grupo, em reuniões periódicas para entender onde estão suas dificuldades. Conversamos sobre dicas de organização, leitura, técnicas de estudos, gestão de tempo, acesso e uso das ferramentas digitais disponíveis e muitos outros temas afins, proporcionando reflexão e conhecimento de suas habilidades, bem como o uso delas para sua aprendizagem.

Assim, guiamos nossos alunos, prezando por um aproveitamento de qualidade, e não necessariamente quantidade, com um processo contínuo que resulta num aprendizado perene, que se consolida para a vida, e não apenas para o dia da prova.

Ajudamos os alunos a encontrar diversas formas de estudar e aprender, sugerindo, de acordo com o perfil de cada um, os meios e estratégias possivelmente adequadas, de modo que o próprio aluno possa vislumbrá-las e experimentá-las, para que possa descobrir qual delas funciona melhor para ele e para a disciplina que necessita estudar.

Ao longo desses anos, temos visto que com o empenho dos alunos e todo esse apoio paralelo da nossa equipe de coordenação pedagógica ao trabalho desenvolvido pelos docentes em sala de aula, temos colhido ótimos resultados em relação ao desempenho pedagógico de nossos alunos, da forma como acreditamos ser a mais sólida: um aprendizado global, em que os estudantes se tornam protagonistas de seu aprendizado, de suas escolhas e da sua vida!


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Hábito 3 - Faça primeiro o mais importanteO hábito do gerenciamento pessoal

Tania Lima - Professora do 5º ano do Ensino Fundamental I

Por Tania Lima - Professora do 5º ano do Ensino Fundamental I

“ As coisas mais importantes jamais devem ficar à mercê das menos importantes.”

Johann Goethe

Você já percebeu que nosso dia-a-dia parece cada vez mais cheio de afazeres e compromissos? Já  se perguntou se está conseguindo planejar seu dia ou semana fazendo primeiro o mais importante?

Hoje vou falar um pouco sobre o Hábito 3 -  Faça primeiro o mais importante.

O  terceiro hábito é colocar em prática os Hábitos 1 e 2, nos quais nos colocamos como protagonistas de nossas vidas, fazendo escolhas responsáveis, começando  com um objetivo em mente, conseguindo distinguir importante e necessário do circunstancial; urgente e/ou passageiro, ou seja, cuidar do que é essencial para tornar realidade os sonhos e objetivos.

Você consegue pensar em algo que poderia fazer regularmente - mas não faz no momento  - e que  teria um impacto positivo e expressivo em sua vida profissional e pessoal?

Comece focando em suas prioridades -  O gerenciamento do tempo está dividido em quatro maneiras: urgente, não urgente, importante e não importante.

Quadrante I - Assuntos urgentes e importantes

São as atividades que devem ser realizadas imediatamente, não podem ser deixadas de lado. 

Neste quadrante estão situações como, por exemplo, crises, reuniões emergenciais, prazos de última hora, problemas urgentes e eventos inesperados. Muitas coisas dependem disso, por isso não pode ser adiada. 

Quadrante II  - Assuntos importantes e não urgentes

São atividades que precisam ser realizadas, porém não imediatamente, podem ser planejadas a curto, médio ou longo prazo.

Neste quadrante estão todas aquelas tarefas que não são casos de vida ou morte, mas são determinantes para a qualidade de vida ou bem-estar. 

Neste espaço também estão trabalho proativo, objetivos importantes, pensamento criativo, planejamento e prevenção, construção de relacionamentos, aprendizado e renovação e lazer.  Para focar nosso tempo no Quadrante II, temos que aprender a dizer “não” a outras atividades que, às vezes, parecem urgentes. Quando conseguimos nos manter no quadrante II nos mantemos  no centro de uma gestão pessoal eficaz.

Quadrante III -  Assuntos não importantes e urgentes

São as atividades que são urgentes, porém te distanciam de atingir seus objetivos.  Nesse quadrante estão as distrações como: interrupções desnecessárias, reuniões irrelevantes, problemas secundários de outras pessoas, e-mails, ligações telefônicas, distrações e atividades irrelevantes.

A urgência dessas questões, em regra, se baseia nas prioridades e expectativas de outras pessoas.

Devemos evitar o quadrante III, pois quando perdemos tempo com distrações  dificilmente conseguimos atingir nossos objetivos em mente, lembre-se de fazer primeiro o mais importante  e não o  urgente.

Quadrante IV -  Assuntos  não importantes e não urgentes

São as atividades corriqueiras, que não são importantes e nem possuem urgência para serem realizadas.

Muitas vezes desperdiçamos nosso tempo com o quadrante IV, pois perdemos muito tempo do nosso dia verificando redes sociais, com bate papo furado, programas de TV, games internet e atividades banais. 

Quando dedicamos nosso tempo nesse quadrante estamos sendo irresponsáveis, isso muitas vezes leva pessoas a serem demitidas de empregos,  a serem altamente dependentes dos outros e  relacionamentos fracassados.

Auto avaliação do quadrante

Agora que você já conhece o Hábito 3 e  os 4 quadrantes, faça a si mesmo as seguintes perguntas regularmente, assim você conseguirá atingir com mais eficácia seus objetivos em mente.

  1. Em que quadrante estou no momento?

  2. Por que estou  aqui?

  3. Há quanto tempo estou aqui?

  4. Quais as consequências de ficar aqui?

  5. O que eu posso fazer para mudar?

“ Se você me perguntasse qual prática resultaria em uma vida mais equilibrada e produtiva, eu diria: planeje sua semana a cada semana, antes que ela comece.”

Stephen R. Covey


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