Huggy Wuggy
Por Carolina Prado - Coordenadora Pedagógica
Huggy Wuggy - Personagem assustador gera um novo alerta
Por Carolina Prado - Coordenadora Pedagógica
Um novo jogo tem colocado em alerta os pais e autoridades sobre o impacto emocional que pode gerar nas crianças.
Poppy Playtime, criado para adultos, é um jogo de terror que traz como protagonista o personagem Huggy Wuggy, um boneco de pelúcia azul que tem braços longos e uma boca com dentes afiados. Ele vive em uma fábrica de brinquedos abandonada e quer se vingar por ter ficado ali sozinho. A música inspirada no jogo, traz trechos como “dentes que te deixarão ensanguentados” e “abraços que sufocam até a morte”.
A versão em pelúcia de Huggy Wuggy tem ganhado fama. Lojas físicas e virtuais já comercializam o boneco e os downloads do jogo só aumentam.
Em vários países, os bonecos foram proibidos nas escolas e no Reino Unido, a polícia chegou a publicar um alerta aos pais, a fim de conscientizá-los sobre este tema.
Segundo especialistas, as referências que o jogo traz são um grande perigo às crianças, pois tratam a vida de forma banal e ignóbil.
Além de assustador e violento, o conteúdo pode gerar medo, angústia, ansiedade, traumas e atrapalhar o sono.
O jogo é indicado para crianças acima de 14 anos, mas todos, independente da idade, conseguem baixá-lo e jogá-lo.
Por isso, ressaltamos a importância da supervisão dos pais ao que as crianças acessam na internet. É dever dos responsáveis zelar para que as crianças e adolescentes façam um bom uso das ferramentas tecnológicas, para que elas funcionem como um aliado no desenvolvimento deles, e não como um fator de risco à sua saúde e segurança.
Para nos ajudar nessa tarefa, existem diversos aplicativos parentais que permitem às famílias o controle do que as crianças acessam e assim, a supervisão a este e outros tipos de conteúdo inapropriados. Além disso, é importante ficarmos atentos a comportamentos agressivos, introspectivos, comunicação retraída e pouca interação, para que possamos dar aos nossos filhos o suporte e orientação necessária.
Vida pessoal, carreira profissional…
Daniela Magno - Vice-diretora pedagógica
Vida pessoal, carreira profissional. Qual meu propósito?
Por Daniela Magno [Vice-diretora pedagógica]
Você provavelmente já ouviu a famosa pergunta: “O que você quer ser quando crescer?”.
Quando somos crianças, almejamos ser iguais aos nossos pais, ter a mesma profissão que eles… Isso me remete à história de um menino que observava seu pai abrindo as portas do local onde trabalhava e, quando perguntaram o que ele queria ser quando crescesse, ele disse: “Quero ser abridor de portas igual ao meu pai”. Quando somos pequenos, aqueles que cuidam de nós são nossas referências e, de maneira subliminar ou intencional, nos auxiliam na construção de nossas escolhas.
São muitos os desafios da sociedade contemporânea, principalmente quando se trata de propósito de vida. Como podemos descobrir o nosso propósito? Como viver uma vida completamente intencional?
No dicionário, a palavra “propósito” tem o significado de alcançar um objetivo, uma finalidade, um intuito. Na Filosofia, a visão de propósito é aquilo que nos estimula do lado de fora e nos motiva do lado de dentro. É aquilo que nos impulsiona a viver e o que faz nossa vida valer a pena.
Essas afirmações me trazem à memória outra história: a de um garoto que viaja por vários planetas, falando de amor, amizades e, principalmente, de escolhas de vida. Trata-se do Pequeno Príncipe, uma literatura escrita para crianças, mas que tem grandes ensinamentos para qualquer idade. Um deles está na passagem sobre o planeta do acendedor de lampiões: Quando o Pequeno Príncipe chega ao asteroide do acendedor de lampiões, ele pensa ter encontrado mais uma pessoa com comportamento estranho e sem propósito. Esse homem tem a tarefa de acender o lampião de noite e apagá-lo de dia. Mas o planeta gira muito rápido e o Sol se põe a cada minuto, o que faz com que o seu trabalho seja cansativo. Ao ser questionado pelo Pequeno Príncipe o porquê ele acendia e apagava o lampião, o acendedor disse que não sabia, mas que seguia o regulamento.
Essa história nos ensina a prestarmos mais atenção no porquê fazemos o que fazemos, qual sentido tem nosso trabalho ou nosso propósito de vida.
O acendedor não sabia a importância que tinha a sua função de acender e apagar o lampião. Era importantíssimo, pois ele dava a luz no momento da escuridão. Porém, ele só pensava no regulamento e nem parava para pensar sobre quão boa era a tarefa que executava. Ele se cansava porque não dava sentido ao que fazia. O planeta dele mudou e ele continuou seguindo um regulamento que já não servia para sua tarefa. Com isso, ele ficava cansado e triste ao realizar sua missão. O acendedor de lampiões nos ensina que quando vivemos sem propósito, sem uma intenção, nos tornamos tristes e cansados.
Para encontrarmos nosso propósito, temos que pensar em três questões importantes em nossa caminhada:
A primeira é descobrir o que te dá prazer em realizar. O que te deixa feliz quando você exerce? Seja na vida profissional ou pessoal, aquilo que você faz, quando é satisfatório, é sinal que faz parte do seu propósito.
A segunda diz respeito à necessidade de compreendermos nossas habilidades, aquilo que nós somos bons em realizar. Habilidade é a conexão entre seu conhecimento e sua ação, o que você tem aptidão para realizar.
A terceira questão é pensar sobre o que te incomoda no mundo. O que você gostaria de mudar, se tivesse o poder, nesse mundo?
Pronto, com as três respostas aos questionamentos acima, você encontrará o seu propósito, unindo aquilo que você ama fazer, com suas habilidades, fazendo aquilo em que você é bom para resolver um problema que você enxerga no mundo.
Segundo a neurociência, quando temos um propósito estabelecido em nossas vidas, isso nos torna mais resilientes, ativa nosso humor, nos traz motivação e nos torna mais felizes.
Quer atingir maiores níveis de felicidade em sua vida? Encontre seu propósito!
Ansiedade
Por Talita Rípoli - Psicóloga
Por Talita Rípoli - Psicóloga
A ansiedade é um tema recorrente atualmente no nosso cotidiano, e entre as crianças e adolescentes não seria diferente. Ela é considerada uma reação defensiva, e comum, frente a situações de perigo ou ameaça. Caracteriza-se por um grande mal estar físico e psíquico. É uma resposta fisiológica do ser humano ao estresse.
Uma maneira de simplificar o entendimento da ansiedade infantil é dividi-la em: problemas que se internalizam, aqueles sintomas ansiosos, medo, sentimentos de inadequação e perseguição, isolamento; problemas que se externalizam, são comportamentos excessivos desafiadores, compulsões, dificuldades de socialização, choro excessivo, sudorese, dores no peito e explosões de agressividade.
É muito importante que os cuidadores busquem entender as raízes dos comportamentos, muitas vezes podemos identificá-las através do diálogo ou observação atenta, por isso é importante fazer a manutenção de um relacionamento seguro com a criança ou o adolescente. Há uma grande necessidade de buscarem mais informações e troca de experiências sobre saúde mental, caso não consigam obter resultados positivos em casa, devem procurar ajuda profissional para auxiliá-los.
Sempre devemos lembrar que não podemos esperar da criança ou do adolescente a maturidade de um adulto, e sim entender que ela necessita de apoio, acolhimento e orientação em vários momentos ao longo do seu crescimento. Conhecer os sintomas de ansiedade, ajuda o adulto a lidar melhor com aquele comportamento, sem julgá-lo ou diminuí-lo, podendo assim auxiliar seu filho, em um momento de dificuldade.

