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Nem tudo que pode ser medido representa o que uma criança aprendeu

Por Carolina Prado - Coordenadora Pedagógica dos ciclos da Ed. Infantil e Anos Iniciais
Notas escolares são importantes, mas não representam toda a aprendizagem. Entenda por que avaliar uma criança também exige observar processos, avanços, dificuldades e desenvolvimento.


Por Carolina Prado - Coordenadora Pedagógica dos ciclos da Educação Infantil e Anos Iniciais

Vivemos em uma época cada vez mais orientada por números. Notas escolares, médias, porcentagens, rankings e resultados de avaliações fazem parte da rotina educacional e cumprem um papel importante no acompanhamento do desenvolvimento dos alunos.

Avaliar é necessário.

O problema surge quando aquilo que é mais fácil de medir passa a ser entendido como aquilo que, de fato, define o que uma criança aprendeu.

Uma nota pode indicar o desempenho do aluno em determinada atividade, prova ou período. Ela pode oferecer informações importantes sobre aquilo que foi compreendido e também sobre os conteúdos ou habilidades que ainda precisam ser retomados.

Mas uma nota escolar, sozinha, não conta toda a história da aprendizagem.

Aprender vai muito além de acertar questões

A aprendizagem infantil não acontece apenas quando uma criança consegue apresentar a resposta correta em uma prova.

Uma criança pode apresentar um resultado abaixo do esperado em uma avaliação e, ainda assim, ter avançado significativamente em relação ao seu próprio ponto de partida.

Ela pode ter desenvolvido novas estratégias, ampliado seu vocabulário, adquirido mais autonomia, aprendido a argumentar, superado uma dificuldade ou começado a compreender um conceito que antes parecia distante.

Todos esses aspectos também fazem parte do desenvolvimento da aprendizagem.

Da mesma forma, um resultado elevado não significa, necessariamente, que houve uma aprendizagem profunda.

É possível memorizar conteúdos, reproduzir procedimentos e alcançar boas notas sem que isso represente, obrigatoriamente, compreensão, capacidade de estabelecer relações ou autonomia para utilizar aquele conhecimento em diferentes situações.

Por isso, compreender como avaliar a aprendizagem exige um olhar que vá além dos resultados numéricos.

Avaliação escolar também precisa compreender processos

Avaliar não deveria significar apenas medir resultados, mas também compreender processos.

Philippe Perrenoud (1999), ao discutir a avaliação da aprendizagem e a regulação das aprendizagens, chama atenção para a necessidade de utilizar as informações produzidas pelas avaliações para compreender e favorecer o desenvolvimento do aluno, e não apenas para classificá-lo.

Essa reflexão é especialmente importante quando pensamos na maneira como famílias, escolas e sociedade interpretam o desempenho escolar das crianças.

Quantas vezes perguntamos a uma criança apenas: “Quanto você tirou?”
E quantas vezes perguntamos: “O que você aprendeu?”, “O que foi difícil?”, “O que você conseguiu fazer dessa vez que antes não conseguia?” ou “O que você gostaria de aprender melhor?”

A diferença entre essas perguntas pode parecer pequena, mas revela concepções muito diferentes sobre educação, avaliação e aprendizagem.

Quando a nota se transforma no objetivo principal

Quando a nota se torna o principal indicador utilizado pelos adultos para avaliar o sucesso de uma criança, existe o risco de ela começar a compreender que aprender é simplesmente tirar boas notas.

E, consequentemente, pode começar a interpretar o erro como fracasso.

Mas o erro também informa. A dificuldade também ensina. O processo também precisa ser observado.

Uma criança não é uma média, uma porcentagem ou um ranking. Esses números podem representar parte de sua trajetória, mas não conseguem traduzir integralmente sua curiosidade, seus esforços, suas estratégias, seus avanços, suas dificuldades e as diferentes formas pelas quais ela constrói conhecimento.

O desenvolvimento infantil não cabe inteiramente em uma nota

Pensar em educação integral também significa compreender que existem aprendizagens que não aparecem imediatamente em uma prova.

Autonomia, criatividade, capacidade de argumentação, convivência, responsabilidade, persistência, curiosidade e capacidade de solucionar problemas são exemplos de competências desenvolvidas ao longo da trajetória escolar que nem sempre podem ser traduzidas facilmente em números.

Isso não significa abandonar notas, avaliações ou indicadores de desempenho.

Significa compreender seus limites.

Os resultados são ferramentas importantes para acompanhar a aprendizagem, identificar dificuldades e orientar intervenções pedagógicas. Entretanto, precisam ser analisados dentro de um contexto mais amplo.

Talvez seja necessário, como sociedade, ampliar nosso olhar sobre a aprendizagem das crianças e reconhecer que seu desenvolvimento não cabe inteiramente em uma nota, uma média ou um resultado.

Porque aquilo que conseguimos transformar em número é importante.

Mas nem tudo aquilo que importa pode ser transformado em número.

Referência bibliográfica

PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens: entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed, 1999.


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Um resultado que vai muito além dos números: o impacto de uma equipe que faz a diferença

Por Cristina Lima - Diretora Pedagógica
Colégio Helios celebra o resultado da pesquisa de satisfação 2026 e reconhece a equipe que transforma valores, educação e acolhimento em experiências que fazem a diferença.

Por Cristina Lima - Diretora Pedagógica

O lançamento da Campanha de Matrículas 2027 do Colégio Helios foi também um momento de celebração. Não apenas pelo excelente resultado alcançado na nossa pesquisa de satisfação, mas principalmente por tudo aquilo que esse resultado representa.

Por trás de cada número, existem pessoas. Existem histórias, experiências, aprendizados e famílias que escolheram confiar ao Colégio Helios uma parte muito importante de suas vidas: a educação de seus filhos.

Por isso, celebrar esse resultado é reconhecer o trabalho de cada profissional que faz parte da nossa equipe.

Quando os nossos valores se transformam em atitudes

No Colégio Helios, acreditamos que educar vai muito além da sala de aula. É uma construção diária que envolve conhecimento, acolhimento, responsabilidade, escuta, colaboração e, acima de tudo, pessoas.

Essa visão dialoga diretamente com os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, de Stephen Covey, que fazem parte da nossa cultura e nos convidam constantemente a transformar princípios em atitudes.

Fomos proativos ao assumir a responsabilidade pelo resultado e entender que aquilo que construímos depende das escolhas e atitudes de cada um.

Tivemos um objetivo em mente ao colocar a educação, o desenvolvimento dos nossos alunos e o relacionamento com as famílias no centro das nossas decisões.

Priorizamos o que realmente importa, mesmo diante dos desafios e das inúmeras demandas que fazem parte da rotina escolar.

Buscamos pensar ganha-ganha, compreendendo que o crescimento de uma pessoa ou de uma área contribui para o crescimento de toda a comunidade escolar.

Também procuramos primeiro compreender para depois sermos compreendidos. Afinal, educar pressupõe saber ouvir, acolher diferentes perspectivas e construir relações baseadas no respeito.

E, sobretudo, criamos sinergia. O resultado alcançado não pertence a uma única pessoa, a um setor ou a uma liderança. Ele é fruto de uma equipe que trabalha em conjunto.

Por fim, seguimos buscando afinar o instrumento: aprender, melhorar, evoluir e reconhecer que um bom resultado não é um ponto de chegada, mas uma oportunidade para continuar avançando.

Descobrir a nossa voz e inspirar outras pessoas

Existe ainda um princípio que complementa essa jornada: o 8º Hábito, também proposto por Stephen Covey — “Descubra sua voz e inspire os outros a encontrar a deles.”

Talvez essa seja uma das melhores formas de traduzir o que estamos celebrando.

Cada pessoa que trabalha no Colégio Helios encontra, todos os dias, uma maneira própria de colocar sua voz a serviço da educação.

É a voz de quem ensina, acolhe, lidera, resolve problemas, incentiva, cuida e organiza. A voz de quem está nos bastidores e, muitas vezes, trabalha silenciosamente para que tudo aconteça.

São diferentes vozes, diferentes talentos e diferentes responsabilidades. Mas, quando trabalham na mesma direção, elas se transformam em algo muito maior.

Transformam-se em uma força capaz de fazer a diferença na vida das pessoas.

Uma conquista construída por todos

Um resultado excelente em uma pesquisa de satisfação não acontece por acaso.

Ele é consequência de pequenas atitudes repetidas todos os dias: um atendimento cuidadoso, uma palavra de incentivo, uma aula bem preparada, uma solução encontrada, uma família ouvida, um aluno acolhido, um problema resolvido.

São essas experiências que, juntas, constroem a percepção que nossos alunos e famílias têm sobre o Colégio Helios.

Por isso, este resultado é motivo de orgulho, mas também de responsabilidade.

Queremos celebrar o que conquistamos sem perder aquilo que nos trouxe até aqui: a humildade para aprender, a coragem para melhorar e a disposição para continuar fazendo mais e melhor.

Porque o nosso maior resultado não está apenas nos números de uma pesquisa.

Está na experiência das pessoas que passam pelo Colégio Helios e podem dizer que encontraram aqui uma equipe que fez a diferença em suas vidas.

E é por isso que, ao dar início à nossa Campanha de Matrículas 2027, celebramos muito mais do que uma conquista.

Celebramos as pessoas que tornam essa conquista possível.

Parabéns a toda a equipe Helios. Esse resultado é de vocês. E essa conquista é nossa!

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Ambientes que ensinam: as melhorias estruturais do Colégio Helios

Por Julina Lima - Vice-diretora Administrativa

Conheça as melhorias estruturais do Colégio Helios e como a modernização dos ambientes contribui para uma experiência escolar mais acolhedora e significativa.

Por Juliana Lima - Vice-diretora Administrativa

Mais uma vez, o Colégio Helios superou a marca de 92% de satisfação entre as famílias, resultado apontado na pesquisa de satisfação de 2026. Esse índice representa um reconhecimento muito importante da nossa comunidade escolar e reforça aquilo que consideramos essencial em nosso trabalho.

Entre os principais fatores que contribuem para essa excelente avaliação estão a qualidade do ensino, refletida especialmente na alta avaliação do nosso corpo docente, e o reconhecimento do Helios como uma escola verdadeiramente acolhedora, que conhece, respeita e olha para cada aluno considerando suas individualidades.

Mas uma boa avaliação não significa que devemos parar. Pelo contrário: acreditamos que uma escola de qualidade é uma escola que está permanentemente disposta a melhorar. Por isso, ouvimos com atenção as famílias, analisamos as sugestões apresentadas nas pesquisas e transformamos essas percepções em oportunidades concretas de aprimoramento.

Foi também a partir desse olhar atento que avançamos na modernização e revitalização de nossos espaços. Afinal, se queremos oferecer uma experiência educacional cada vez melhor, precisamos cuidar não apenas do que acontece dentro da sala de aula, mas também dos ambientes em que nossos alunos aprendem, convivem e se desenvolvem.

Reformar uma escola em funcionamento é um desafio

Uma escola não é feita apenas de salas de aula, professores, materiais e conteúdos. O espaço também educa. Ele acolhe, estimula a convivência, favorece a concentração, desperta curiosidade e contribui para que os alunos se sintam pertencentes àquele lugar.

Por isso, o projeto de modernização do Colégio Helios foi planejado com um propósito claro: criar ambientes mais confortáveis, funcionais, bonitos e, principalmente, pedagogicamente adequados às experiências que queremos proporcionar aos nossos alunos.

E reformar uma escola em funcionamento exige planejamento e responsabilidade.

A parte mais pesada da obra — incluindo a reforma do piso, os trabalhos de alvenaria e os acabamentos dos banheiros — foi realizada durante o período de férias. São etapas que naturalmente envolvem barulho, poeira, movimentação de materiais e alterações na rotina, e nossa prioridade foi evitar que esses transtornos interferissem no período letivo.

No retorno das aulas, com a escola já estava limpa e em condições de uso, demos continuidade a algumas etapas de acabamento. Ao mesmo tempo, seguimos trabalhando na revitalização do parque e em outras melhorias que poderiam ser realizadas sem comprometer o funcionamento das atividades.

Como em todo projeto de reforma, também tivemos desafios e imprevistos. Foi preciso planejar, adaptar, solucionar problemas e ajustar etapas ao longo do caminho. E existe aí uma conexão muito interessante com aquilo que ensinamos aos nossos alunos: resultados consistentes são construídos com planejamento, persistência, flexibilidade e disposição para melhorar continuamente.

Quando o espaço também participa da aprendizagem

As mudanças realizadas não foram pensadas apenas para deixar a escola mais bonita. Cada escolha buscou responder a uma necessidade concreta da rotina escolar e contribuir para uma experiência melhor para os alunos.

Nas salas de aula, adquirimos novas carteiras, substituindo aquelas que ainda pertenciam ao modelo antigo. Além de renovar o ambiente, a mudança proporciona mais conforto e adequação às diferentes atividades pedagógicas.

Também substituímos as antigas cortinas pretas por persianas rolô blackout, melhorando significativamente a visibilidade das imagens projetadas. Com isso, recursos audiovisuais utilizados nas aulas podem ser aproveitados de maneira mais eficiente, favorecendo a atenção e a compreensão dos conteúdos.

No pátio térreo, todo o piso foi substituído por granilite claro. A nova escolha trouxe mais luminosidade ao ambiente, harmonizou os espaços e criou uma maior sensação de amplitude e integração. Um espaço de circulação e convivência tornou-se mais agradável e visualmente conectado.

Os banheiros também passaram por uma reformulação completa de layout, tornando-se mais amplos, funcionais e bonitos. Os novos lavatórios de granito e os espelhos amplos complementam a transformação e tornam esses ambientes mais adequados à rotina dos alunos.

O parque também está sendo revitalizado e o antigo brinquedão está sendo substituído por um novo, mais moderno, atrativo e divertido. Para as crianças, brincar também é aprender: é experimentar, criar, interagir, desenvolver autonomia, coordenação, imaginação e habilidades sociais.

Assim, cada melhoria estrutural tem uma relação direta com aquilo que buscamos promover pedagogicamente: um ambiente que favoreça o desenvolvimento integral dos nossos alunos.

Uma escola que não para de evoluir

As transformações realizadas representam uma etapa importante de um projeto maior.

Nos próximos anos, continuaremos com a modernização e revitalização dos demais ambientes do Colégio Helios, especialmente nos 1º e 2º andares. O objetivo é seguir ouvindo nossa comunidade, identificando oportunidades de melhoria e transformando essas percepções em ações concretas.

Porque uma escola que busca excelência não se acomoda diante de bons resultados. Ela celebra suas conquistas, escuta sua comunidade e continua avançando.

No Colégio Helios, acreditamos que qualidade de ensino e qualidade dos ambientes caminham juntas. Um professor excelente precisa de condições adequadas para ensinar; uma proposta pedagógica consistente precisa de espaços que a favoreçam; e nossos alunos merecem aprender em ambientes que estimulem sua curiosidade, participação, autonomia e desenvolvimento.

É por isso que seguimos trabalhando para unir aquilo que já é reconhecido por nossas famílias — a qualidade do ensino, a excelência do nosso corpo docente e o acolhimento de cada aluno em sua individualidade — a uma estrutura cada vez mais moderna, funcional e pedagogicamente adequada.

No Helios, acreditamos que ensinar bem é o ponto de partida. E criar os melhores ambientes para que nossos alunos possam aprender, se desenvolver e formar seu próprio caminho é parte essencial dessa missão.


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Na Educação Infantil, aprender é brincar — e isso é coisa séria

Por Prof. Juliana Lemes
Na Educação Infantil, o brincar é a principal forma de aprendizagem. Entenda como o desenvolvimento infantil acontece por meio de experiências lúdicas, intencionais e baseadas em ciência.

Por Prof. Juliana dos Santos Lemes

Na Educação Infantil, o brincar é a principal forma de aprendizagem. Entenda como o desenvolvimento infantil acontece por meio de experiências lúdicas, intencionais e baseadas em ciência.

Introdução: aprender é brincar (e isso é ciência)

Falar sobre Educação Infantil é, antes de tudo, falar sobre infância, e respeitar a infância é compreender que o brincar é a principal forma de aprender. Muitas vezes, ao observar uma sala cheia de crianças envolvidas em jogos, construções e faz de conta, pode surgir a dúvida: “Mas quando acontece a aprendizagem?” A resposta é simples e, ao mesmo tempo, profunda: ela acontece o tempo todo.

Brincar não é apenas um momento de lazer. É uma experiência rica, intencional e essencial para o desenvolvimento integral da criança.

Brincar não é pausa: é o próprio aprendizado

Quem olha de fora pode até pensar que, na Educação Infantil, as crianças “só brincam”. Mas quem vive esse cotidiano de perto sabe: é justamente no brincar que acontecem as aprendizagens mais profundas, significativas e duradouras.

Brincar não é pausa no aprendizado. Brincar é o aprendizado.

Quando uma criança participa de uma brincadeira de faz de conta, ela não está apenas imaginando histórias. Ela está organizando pensamentos, experimentando papéis sociais, desenvolvendo a linguagem e aprendendo a se relacionar. Ao brincar de “casinha”, por exemplo, surgem diálogos, combinados e até resolução de conflitos — habilidades fundamentais para a vida em sociedade.

O desenvolvimento cognitivo acontece de forma natural e prazerosa

Nas atividades com jogos, como trilhas, encaixes ou brincadeiras com letras e números, o raciocínio lógico entra em ação de forma natural e prazerosa. A criança aprende enquanto se diverte, sem a pressão de acertar, mas com a liberdade de tentar, errar e recomeçar. Esse processo fortalece a autonomia e a confiança.

Até mesmo nas propostas mais simples, como explorar diferentes materiais, desenhar ou cuidar de uma plantinha, há aprendizagens significativas acontecendo. Ao plantar um feijão, por exemplo, a criança observa o tempo, entende a importância do cuidado e acompanha as transformações da natureza. É ciência, é responsabilidade, é encantamento tudo junto.

Pequenas cenas, grandes aprendizagens

No dia a dia da sala, é possível perceber isso nas pequenas grandes cenas que se repetem. Quando uma criança monta uma casinha com blocos, por exemplo, ela não está apenas empilhando peças. Ela está testando hipóteses, explorando equilíbrio, organizando o espaço e, muitas vezes, criando narrativas: “Essa é a casa da minha família”, “Aqui é o quarto”, “Não pode cair!”. Há intenção, pensamento, emoção e linguagem envolvidos — tudo ao mesmo tempo.

Em outra situação, durante uma brincadeira de faz de conta, uma criança assume o papel de médico enquanto a outra é paciente. Ali, surgem diálogos, negociações, imitação do mundo adulto e desenvolvimento da empatia. “Vai doer um pouquinho, mas eu vou cuidar de você”, disse certa vez um aluno enquanto “aplicava uma injeção” em um colega. Nesse momento, ele não estava apenas brincando, estava elaborando experiências, compreendendo sentimentos e construindo relações.

O impacto do brincar no desenvolvimento emocional

Além disso, o brincar contribui diretamente para o desenvolvimento emocional. Durante as interações, as crianças aprendem a compartilhar, esperar a vez, lidar com frustrações e expressar sentimentos. São aprendizagens que não aparecem em um caderno, mas que fazem toda a diferença na formação de cada indivíduo.

A intencionalidade pedagógica por trás de cada brincadeira

Por trás de cada brincadeira, existe intencionalidade pedagógica. O professor observa, planeja e propõe experiências que favorecem o desenvolvimento em diferentes áreas cognitiva, social, emocional e motora. Tudo isso de forma leve, respeitando o tempo e as características de cada criança.

Brincar também é um espaço potente para o desenvolvimento da autonomia e da convivência. Ao compartilhar um brinquedo, esperar a vez ou lidar com frustrações, a criança aprende habilidades sociais fundamentais — aquelas que não cabem em uma folha de atividade, mas que são essenciais para a vida.

Aprendizagem significativa: quando faz sentido, fica

Na Educação Infantil, cada proposta é pensada com intencionalidade. O jogo, a música, a exploração de materiais, as rodas de conversa — tudo tem um propósito pedagógico, ainda que aconteça de forma leve e prazerosa.

O aprender não precisa ser rígido para ser significativo; ele precisa fazer sentido.

Quando a criança brinca, ela se envolve por inteiro. E é neste envolvimento que o aprendizado acontece de verdade. Na Educação Infantil, aprender não precisa ser rígido ou repetitivo para ser eficaz. Pelo contrário: quanto mais significativo, envolvente e prazeroso for o processo, mais potente será a aprendizagem.

Respeitar a infância é valorizar o brincar

Por isso, valorizar o brincar é respeitar e reconhecer a infância. É entender que aprender pode e deve ser um processo encantador, cheio de descobertas, afetos e experiências que ficarão para sempre na memória.

Porque, no fim das contas, é brincando que a criança constrói as bases de tudo o que ela será.

Por isso, reafirmamos: na Educação Infantil, aprender é brincar. E isso é, sem dúvida, coisa muito séria.

Referências Bibliográficas

  • Lev Vygotsky. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998. 

  • Jean Piaget. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: LTC, 1990. 

  • Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília, 2017. 

  • Kishimoto Tizuko Morchida. O brincar e suas teorias. São Paulo: Pioneira, 1998. 

  • Henri Wallon. A evolução psicológica da criança. São Paulo: Martins Fontes, 2007. 

  • Loris Malaguzzi. As cem linguagens da criança. Porto Alegre: Penso, 1999.


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Agradecimento às Famílias e Encerramento do Ano Letivo 2025

Por Carolina Prado e Daniela Magno

Por Carolina Prado e Daniela Magno - Coordenadora e Vice-Diretora Pedagógica

Queridas famílias,

Encerramos mais um ano letivo com o coração cheio de gratidão e a certeza de que caminhamos lado a lado na formação integral de nossos alunos. Este foi um período marcado por desafios, descobertas e grandes conquistas — e nada disso seria possível sem a parceria ativa, acolhedora e presente de cada família da nossa comunidade escolar.

A escola é um espaço de aprendizagem, mas é em casa que os vínculos emocionais e os hábitos que impulsionam o desenvolvimento começam. Por isso, reconhecemos e valorizamos cada gesto de apoio: a presença nas reuniões, o acompanhamento das tarefas, as conversas sobre responsabilidade, convivência e valores. Vocês foram fundamentais para o crescimento dos alunos ao longo de 2025.

A neurociência confirma: família presente fortalece a aprendizagem

Estudos em neurociência e educação mostram que o envolvimento familiar impacta diretamente o desenvolvimento de circuitos cerebrais relacionados à motivação, à atenção e ao comportamento. Quando a criança percebe que escola e família caminham na mesma direção, seu cérebro ativa áreas que promovem segurança emocional, como a amígdala e o córtex pré-frontal. Isso favorece a autorregulação, a memória, a criatividade e a capacidade de resolver problemas.

Em outras palavras: alunos emocionalmente amparados aprendem mais, retêm melhor os conteúdos e se engajam com mais confiança.

Pesquisas reforçam que crianças acompanhadas de perto apresentam:

  • melhores resultados acadêmicos;

  • maior persistência diante dos desafios;

  • mais habilidades socioemocionais;

  • menos resistência às rotinas de estudo;

  • maior senso de pertencimento e autonomia.
    
    A participação da família cria uma verdadeira rede neural de apoio, reduzindo o estresse tóxico e favorecendo a liberação de neurotransmissores essenciais para o bem-estar e para a aprendizagem significativa, como dopamina e serotonina.

    Por isso afirmamos com convicção: a família presente transforma trajetórias e fortalece o aprender.

Gratidão por 2025. Compromisso renovado para 2026.

Ao longo de 2025, vimos nossos alunos evoluírem academicamente, emocionalmente e socialmente. Participaram de projetos importantes, desenvolveram competências, valores e habilidades que servirão de base para toda a vida. Fortalecemos práticas pedagógicas, ampliamos experiências e reafirmamos nosso propósito de uma educação que forma, inspira e transforma.

E agora, olhando para 2026, renovamos nosso compromisso:
Continuaremos construindo pontes, guiando processos, acolhendo e trabalhando com excelência para oferecer uma educação de qualidade, humana e significativa.

Que este encerramento de ano seja celebrado com a alegria de quem caminhou junto e colheu bons frutos.

Desejamos que 2026 seja ainda mais próspero, com novas descobertas, conquistas e aprendizagens transformadoras.

Agradecemos sinceramente a confiança, o carinho e a parceria ao longo de todo o ano.

Seguimos unidos — escola, família e aluno — acreditando na educação como caminho e no amor como base de tudo.

Coordenação Pedagógica
Colégio Helios


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A infância: a base de todas as descobertas!

Por Prof. Erica Borges - Educação Infantil

Por Prof. Erica Borges - Educação Infantil

A infância é o tempo das descobertas, dos primeiros passos, das perguntas curiosas e dos sonhos sem limites. É quando cada dia traz uma nova aventura, e o mundo se revela em cores, sons e sentimentos. Brincar, imaginar e criar são maneiras de aprender sobre si e sobre o outro — é nesse movimento que nascem os valores, as amizades e o desejo de conhecer.

Mais do que uma simples etapa da vida, a infância é o alicerce sobre o qual todas as outras fases constroem. Nos primeiros anos, a criança aprende a expressar emoções, a desenvolver a confiança e a compreender o ambiente que a cerca. É um período em que o afeto, o cuidado e a escuta têm papel fundamental, pois é por meio deles que a criança se sente segura para explorar o mundo e dar seus primeiros passos rumo à autonomia.

Conforme cresce, cada nova vivência amplia seu olhar e fortalece suas habilidades cognitivas, motoras, sociais e emocionais. A curiosidade natural da criança a leva a experimentar, questionar e reconstruir o conhecimento de forma criativa e significativa. É na convivência com os outros que ela aprende sobre empatia, respeito e cooperação — valores essenciais para a vida em sociedade.

O brincar, elemento essencial dessa fase, é muito mais do que um simples passatempo: é uma poderosa ferramenta de aprendizagem. Ao brincar, a criança elabora sentimentos, exercita a imaginação, experimenta papéis sociais e desenvolve a capacidade de resolver problemas. O faz-de-conta, as construções, os jogos e as explorações são pontes entre o mundo real e o imaginário, permitindo que ela compreenda o que vive e expresse o que sente.

Ao longo dos anos, a infância foi se transformando junto com o mundo. Antes, era marcada pelas brincadeiras nas ruas, pelos pés descalços correndo na terra, pelas invenções com o que se tinha à mão e pelo tempo que parecia não ter pressa. Hoje, a tecnologia faz parte do cotidiano e oferece novas formas de aprender, brincar e descobrir. Mas, apesar das mudanças, a essência da infância permanece intacta. A criança continua sendo criança — curiosa, criadora, sonhadora. Ela ainda busca o olhar acolhedor do adulto, o espaço para imaginar, o prazer de brincar e o encantamento de descobrir o novo. Porque, mesmo em um mundo digital, a infância continua sendo o tempo mais verdadeiro da vida.

Valorizar a infância é compreender que cada descoberta, por menor que pareça, representa um grande avanço no desenvolvimento humano. É cuidar do presente para garantir um futuro mais sensível, criativo e humano. Tudo o que se vive nesse período ecoa nas etapas seguintes da vida — por isso, investir em uma infância saudável, acolhedora e significativa é o caminho para formar adultos mais conscientes, empáticos e preparados para transformar o mundo.

“A criança é o construtor de si mesma, e cada experiência na infância é uma pedra fundamental para o futuro; a infância é também o jardim da vida, onde se plantam as sementes da criatividade e da sabedoria; e, por meio de suas cem linguagens, cem mãos e cem pensamentos, devemos ajudá-la a descobrir o mundo em toda a sua riqueza.” — Maria Montessori, Rudolf Steiner e Loris Malaguzzi.


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A formação do hábito de leitura desde os primeiros anos escolares

Por Prof. Patrícia Barbosa

Por Prof. Patrícia Barbosa Marinho

"A leitura nos faz viajar sem sair do lugar." Antoine de Saint-Exupéry

Quem nunca se perdeu em uma leitura mágica, cheia de aventuras? A leitura vai muito além de pegar um livro: ela tem o poder de nos transportar para lugares jamais visitados, criando mundos que só a nossa imaginação pode alcançar.

Quando a leitura se torna parte da vida de uma criança desde os primeiros anos escolares, ela se beneficia imensamente. Seu vocabulário se expande, seu repertório enriquece e sua capacidade de se expressar se aprofunda. Afinal, a leitura é uma ferramenta poderosa que nos ajuda a aprimorar habilidades já existentes e a compreender que tudo ao nosso redor é, de alguma forma, uma forma de leitura.

De onde veio a leitura?

Tudo começou com a necessidade de se comunicar. Nossos ancestrais, há cerca de 30 mil anos, já usavam a arte rupestre, desenhos em cavernas, para contar histórias de caça, rituais e do seu cotidiano. Era uma forma de "leitura" visual, que servia para passar conhecimento de uma geração para a outra.

Com o tempo, essa comunicação visual evoluiu. Há cerca de 5 mil anos, surgiu a escrita cuneiforme. Ela usava símbolos gravados em tábuas de argila para registros. Quase na mesma época, os egípcios criaram os hieróglifos, que eram mais complexos, com desenhos de animais, objetos e figuras humanas.

Esses primeiros sistemas de escrita eram difíceis de dominar, pois exigiam que a pessoa soubesse o que cada símbolo representava. A grande virada aconteceu com o alfabeto, criado pelos fenícios por volta de 1000 a.C. Eles inventaram um sistema em que cada símbolo representava um som. Foi a base para o alfabeto grego, que por sua vez deu origem ao alfabeto latino, o que usamos hoje.

A leitura no Colégio Helios

No Colégio Helios, incentivamos a leitura desde a Educação Infantil. Nossos alunos são apresentados ao mundo dos livros por meio de releituras artísticas, produções individuais e coletivas, rodas de leitura e contação de histórias. A partir do Ensino Fundamental I e ao longo de toda a trajetória escolar, essa prática se intensifica e se torna ainda mais significativa.

Promovemos projetos que estimulam o prazer pela leitura, como a Maleta Viajante, que leva livros para casa envolvendo também as famílias nesse processo, e a leitura de um livro paradidático por semestre, com atividades reflexivas, criativas e integradas ao currículo. Esses projetos reforçam o papel da escola como mediadora entre o aluno e o mundo da literatura, tornando o livro um companheiro constante em sua formação.

Ler no mundo digital

Com o avanço da tecnologia, a forma como nos comunicamos e lemos também mudou. A leitura, que antes acontecia apenas em livros físicos, hoje está presente em telas: celulares, tablets e computadores. As crianças e os jovens leem mensagens, legendas, e-books, vídeos com legendas automáticas e até jogos com instruções escritas. Tudo isso também é leitura.

Vivemos na era da comunicação virtual, onde interagimos por meio de textos curtos, emojis, áudios e vídeos. Esse cenário exige ainda mais habilidades de leitura e interpretação. Saber compreender diferentes tipos de linguagem, interpretar contextos e identificar intenções se tornou essencial.

Por isso, formar leitores desde os primeiros anos escolares é mais importante do que nunca. A leitura não é apenas uma habilidade escolar, mas uma ferramenta de letramento digital e comunicação crítica. Ao ler bem, compreendemos melhor o mundo, seja ele físico ou virtual.

No Colégio Helios, entendemos que preparar nossos alunos para o futuro também passa por desenvolver competências de leitura que os ajudem a navegar com segurança e autonomia nesse universo digital. Afinal, em qualquer formato, ler é uma forma de conhecer, imaginar e transformar o mundo.



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Um Novo Capítulo Começa

Por Carolina Prado - Coordenadora Pedagógica

Por Carolina Prado - Coordenadora Pedagógica

Com o retorno às aulas neste mês de julho, iniciamos mais um capítulo da nossa caminhada educativa. Um semestre termina, outro começa e, com ele, vêm novas possibilidades, aprendizados e encontros que farão parte da história de cada um.

Durante o recesso, enquanto nossos alunos descansavam e recarregavam suas energias, nossa equipe pedagógica esteve reunida em momentos valiosos de planejamento, reflexão e preparação. Cada proposta pensada tem como foco não apenas o desenvolvimento acadêmico, mas também o bem-estar, o acolhimento e a formação integral de nossos estudantes.

A escola se renova constantemente, não apenas por meio de novos materiais e projetos, mas, principalmente, pela presença viva e atuante das pessoas que a compõem. São os alunos, professores, famílias e colaboradores que dão sentido a cada proposta e transformam o ambiente escolar em um espaço de aprendizado, afeto e crescimento.

Por isso, acreditamos que este segundo semestre será ainda mais significativo se caminharmos lado a lado: escola, família e comunidade, fortalecendo o diálogo, a confiança e o cuidado com cada estudante.

Sabemos que o sucesso desse processo não depende apenas das ações da escola, mas do comprometimento conjunto de todos os que fazem parte dessa caminhada. Reiteramos, assim, nosso convite para que estejam conosco ao longo deste semestre: participem, dialoguem, compartilhem suas percepções e nos ajudem a construir, juntos, uma escola cada vez mais humana e significativa.

A escola não caminha sozinha, ela se constrói todos os dias com o envolvimento de todos.

Que possamos viver este semestre com disposição para aprender, coragem para enfrentar os desafios e sensibilidade para acolher as diferenças. Estamos certos de que, com o apoio de todos, viveremos mais um semestre de grandes conquistas, crescimento e aprendizado.

Sejam muito bem-vindos de volta! Estamos prontos para viver, juntos, mais um belo semestre.

"É preciso recomeçar. Como recomeça o dia, como renascem as flores. Como tudo na vida se reinventa." Bráulio Bessa


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3 anos com o Programa Socioemocional “Líder em Mim”

Por Débora Silva - Prof. do Líder em Mim

Por Débora Silva - Professora responsável pelo Programa Socioemocional “Líder em Mim”

É com o coração transbordando de alegria que comemoramos o terceiro ano de implantação do  programa "Líder em Mim", e este  tem se consolidado como uma verdadeira ferramenta de transformação no ambiente escolar, trazendo benefícios duradouros tanto para os alunos quanto para toda a comunidade educacional. Baseado nos sete hábitos de pessoas altamente eficazes, de Stephen Covey, o programa busca não apenas ensinar habilidades acadêmicas, mas também promover o desenvolvimento integral dos estudantes, focando em sua formação como líderes e cidadãos responsáveis.

A partir do desejo de sua  implementação, o "Líder em Mim" propôs um modelo de ensino que vai além das metodologias tradicionais. Ao longo desses três anos, os estudantes aprenderam a adotar práticas de liderança, a serem mais proativos em suas ações, a gerenciar seu tempo de forma eficiente, a resolver problemas de maneira colaborativa e a trabalhar em equipe. O programa também incentivou a autoliderança, fazendo com que cada aluno tomasse responsabilidade pelo seu próprio aprendizado, comportamento e decisões, o que fortaleceu sua autoestima e sua capacidade de tomar boas escolhas.

Os sete hábitos ensinados pelo programa, como "Ser Proativo" e "Começar com o Objetivo em Mente", por exemplo, foram incorporados ao cotidiano dos estudantes de forma prática e reflexiva. A cada novo semestre, os hábitos foram introduzidos de maneira gradual , com atividades dinâmicas, discussões em grupo e projetos que estimularam os alunos a refletirem sobre como poderiam aplicar esses hábitos em suas vidas diárias, seja no ambiente escolar ou fora dele. As aulas diretas, que fazem parte do programa, foram fundamentais para essa jornada, pois proporcionaram um espaço de aprendizado ativo, onde os estudantes puderam vivenciar os conceitos na prática.

Além disso, o "Líder em Mim" também teve um impacto importante na melhoria das relações interpessoais dentro da escola. Com o foco no trabalho em equipe e na construção de um ambiente positivo e colaborativo, os alunos aprenderam a respeitar as diferenças, a se comunicar de maneira assertiva e a resolver conflitos de forma pacífica e construtiva. Esses princípios ajudaram a criar um ambiente escolar mais harmonioso, no qual os estudantes se sentem mais confiantes para expressar suas ideias, contribuir com sugestões e trabalhar em projetos conjuntos.

O programa não se limitou apenas ao ambiente das salas de aula, mas também envolveu os pais e funcionários da escola, criando uma verdadeira rede de apoio. A participação ativa das famílias foi essencial para reforçar os conceitos trabalhados em sala de aula, fortalecendo a continuidade do aprendizado em casa e garantindo que os alunos tivessem o suporte necessário para colocar em prática os hábitos que estavam aprendendo. Além disso, os professores, ao aplicarem o programa de forma integrada em diferentes disciplinas, conseguiram conectar os valores do "Líder em Mim" com o currículo acadêmico, criando um aprendizado mais significativo e relevante para os alunos.

Ao olhar para os três anos de "Líder em Mim", é possível perceber uma evolução notável no comportamento dos alunos, tanto em suas atitudes quanto em sua forma de pensar. Eles passaram a demonstrar maior responsabilidade, mais empatia e uma postura mais madura em relação aos desafios que enfrentam no dia a dia. Essa transformação foi possível graças ao envolvimento constante de toda a comunidade escolar e ao compromisso da escola em criar um ambiente de aprendizado que valoriza tanto o aspecto intelectual quanto o emocional e social dos alunos.

Em resumo, o "Líder em Mim" se consolidou ao longo desses três anos como uma metodologia eficaz para o desenvolvimento de líderes conscientes, capazes de tomar decisões e de influenciar positivamente a sociedade ao seu redor. O programa vai além de um simples currículo escolar, criando uma cultura de liderança que impacta as atitudes e comportamentos dos estudantes e os prepara para os desafios do futuro, tanto na escola quanto na vida.

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Talita Cavallaro Pires de Camarg Talita Cavallaro Pires de Camarg

Planejamento do ano no Colégio Helios: Um Caminho para o Desenvolvimento Profissional da Equipe e o Sucesso Coletivo

Por Carolina Prado - Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e Ensino Fundamental I

Por Carolina Prado - Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e Ensino Fundamental I

O nosso período de planejamento  é um momento crucial para alinhar os objetivos gerais, pedagógicos e as metas institucionais para o ano letivo. Contudo, ele não se limita a apenas um momento administrativo de organização de atividades; é, antes, uma oportunidade rica para o fortalecimento dos relacionamentos dentro da equipe, o desenvolvimento contínuo de todos, processos de reflexão, trocas de experiências e aprimoramento das práticas pedagógicas. Nesse contexto, temos investido fortemente na formação de nossa equipe, utilizando ferramentas como o programa “O Líder em Mim” e a Comunicação Não-Violenta (CNV) para fortalecer o potencial de cada colaborador e, consequentemente, melhorar a qualidade do ambiente de aprendizagem.

O desenvolvimento profissional da equipe é entendido como um processo constante e essencial para a construção de um ambiente escolar saudável e eficaz. Compreendemos como equipe escolar todos os profissionais envolvidos, de todos os departamentos do colégio. Durante o período de planejamento, buscamos criar um espaço colaborativo no qual todos os educadores, auxiliares, gestores, coordenadores e diretores possam se capacitar e refletir sobre suas práticas. 

Um dos pilares desse desenvolvimento é o Programa “O Líder em Mim”, que, inspirado nos princípios de Stephen Covey, tem como foco a liderança pessoal. A proposta é que cada  um de nós aprenda a ser líder de si mesmo, trabalhando em nosso autoconhecimento, cultivando a proatividade, a responsabilidade e o foco em resultados.Que Isso é fundamental para que cada um contribua de forma significativa para o sucesso coletivo da instituição.

Durante o planejamento, esse conceito se desdobra em práticas concretas: a integração da equipe, o trabalho colaborativo entre eles, a definição de metas claras e alinhadas com os objetivos gerais e pedagógicos e a promoção do autoconhecimento para o aprimoramento contínuo.

Temas como: hipóteses de escrita, metodologias ativas, legislação educacional, avaliação integral, gestão de sala de aula, foram alguns dos que foram trabalhados e discutidos com a equipe docente. Além disso, é nesse momento em que os projetos são concebidos e planejados.

Outro aspecto fundamental foi a implementação da Comunicação Não-Violenta (CNV), uma abordagem proposta por Marshall Rosenberg que visa promover uma comunicação empática e respeitosa. A CNV se torna uma ferramenta poderosa para aprimorar as relações interpessoais dentro da escola, facilitando a troca de feedbacks construtivos, a resolução de conflitos e a criação de um ambiente onde todos se sintam ouvidos e valorizados. 

Durante o planejamento, estudamos e discutimos acerca da CNV e incentivamos todos  a aplicarem seus princípios em suas interações diárias, seja em casa com suas famílias, entre colegas de trabalho, com os alunos ou com os pais, o objetivo é criar  um clima de confiança e respeito mútuo.

A integração do Programa “O Líder em Mim” e da CNV durante o planejamento tem um impacto direto na forma como os membros da equipe se relacionam entre si e com os alunos. O desenvolvimento dessas habilidades socioemocionais é essencial para a criação de um ambiente de aprendizado mais humano, onde todos podem expressar suas necessidades e sentimentos de maneira clara e respeitosa. Além disso, essa prática também reflete diretamente na forma como os educadores abordam o processo de ensino-aprendizagem, criando uma atmosfera de empatia e compreensão que beneficia tanto o desenvolvimento dos alunos quanto o crescimento profissional de cada membro da equipe.

O planejamento estratégico do Colégio Helios tem como objetivo garantir que as metas pedagógicas (relacionadas ao ensino e aprendizado) e administrativas (relacionadas à gestão e organização da escola) estejam bem alinhadas. Isso significa que todas as ações e objetivos da escola estão conectados e direcionados para a melhoria constante da qualidade de ensino, buscando sempre aprimorar o processo educativo e alcançar melhores resultados. 

O planejamento não é feito apenas por uma pessoa ou liderança, mas de forma colaborativa. Ou seja, todos os membros da equipe escolar, como professores, coordenadores e gestores, são envolvidos ativamente nas decisões e na construção das estratégias. Isso garante que todos compreendam e contribuam para os objetivos da escola, criando um ambiente de trabalho mais participativo e engajado.

 Nosso período de planejamento é uma etapa essencial para o desenvolvimento profissional da equipe, sendo o ponto de partida para um ano letivo mais coeso e focado no crescimento de todos. A escolha dos temas a serem abordados e o formato em que serão trabalhados refletem o compromisso da escola com a formação integral dos educadores e colaboradores, que são os pilares para a construção de um ambiente de aprendizado transformador e humano. 

No Colégio Helios, o planejamento não é apenas uma questão de organização de atividades, mas uma oportunidade de construção coletiva, onde cada membro da equipe é encorajado a se auto conhecer, se auto liderar, a se comunicar de forma empática e a contribuir para o sucesso do grupo como um todo.

Depoimentos de colaboradores:

“O planejamento foi muito rico em informações e tenho certeza que usaremos tudo que foi discutido para resolver situações do dia a dia e crescer como profissionais. Obrigada pelo apoio de sempre.”
Marília Brito - assistente de coordenação - 8 anos de #famíliaHelios

“O que mais me chamou a atenção foi a preocupação do colégio com o bem-estar pessoal dos colaboradores e o desejo de ajudar todos nesse aspecto. Isso é algo raro de se ver no meio corporativo. Também gosto muito das dinâmicas em equipe e das atividades práticas, pois esses momentos nos permitem nos conectar e, ao mesmo tempo, aplicar o que estamos aprendendo. Essa abordagem torna o processo mais envolvente e eficaz.”
Isabelle Melo - auxiliar administrativo e ex aluna do colégio - 4 meses de #famíliaHelios

“Sim, esses momentos são fundamentais para o desenvolvimento coletivo e para o fortalecimento do trabalho em equipe, permitindo que os professores compartilhem ideias, estratégias e desafios. Eles oferecem uma excelente oportunidade para reflexão conjunta, o que pode enriquecer a prática pedagógica de todos.”
Beatriz  Oliveira - professora Nível I - 2 meses de #famíliaHelios

“E aproveito também para agradecer todo o olhar diferenciado nesse momento do planejamento e parabenizar os envolvidos, para que essa semana fosse rica e proveitosa a todos os colaboradores.”
Sabrina Santana - professora de Biologia e ciências 4 anos de #famíliaHelios


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Talita Cavallaro Pires de Camarg Talita Cavallaro Pires de Camarg

Descubra o poder da garra e como podemos juntos transformar a vida de nossos filhos e alunos

Por Thaís Lima - Mestra em Gestão Educacional

Por Thaís Lima - Mestra em Gestão Educacional

Em nosso constante esforço para oferecer o melhor para nossos alunos, a Equipe do Colégio Helios busca sempre aprimorar seus conhecimentos e compartilhar com a comunidade escolar o que há de mais relevante no universo educacional. Acreditamos que a parceria entre escola e família é fundamental para o sucesso da trajetória educacional de cada aluno, e por isso, estamos sempre atentos às necessidades e anseios de nossas famílias.

Durante nossos estudos de início de ano, encontramos uma leitura muito interessante que traz uma excelente reflexão acerca da formação de crianças e jovens perseverantes, resilientes e apaixonados por seus objetivos. 

Em seu livro "Garra: O Poder da Paixão e da Perseverança", a professora de matemática, mãe e psicóloga Angela Duckworth demonstra que a garra é um dos pilares para a realização de sonhos e para a construção de um futuro promissor para todas as pessoas. Ao longo deste texto, exploraremos o conceito de garra, sua importância e como podemos desenvolvê-la em nossos alunos e filhos.

Angela apresenta um conceito essencial para o sucesso, muitas vezes ofuscado pelo talento: a garra. Mas o que é garra? É a paixão e a perseverança que nos impulsionam em direção a metas de longo prazo, a força que nos mantém firmes no caminho, mesmo diante de obstáculos e desafios.

A garra é fundamental em nossas vidas, pois nos capacita a superar dificuldades, aprender com os erros e persistir em nossos objetivos. É ela que nos impulsiona a ir além, a desenvolver nossas habilidades e a alcançar todo nosso potencial. Pessoas com garra demonstram maior resiliência, persistência e tendem a alcançar o sucesso em suas áreas de atuação.

Desenvolver a garra traz consigo uma série de benefícios. As chances de alcançarmos metas de longo prazo, como concluir os estudos, construir uma carreira sólida ou realizar um sonho pessoal, aumentam significativamente. A garra nos blinda contra as adversidades, nos tornando mais resilientes e capazes de nos reerguer diante de contratempos. Ela também nutre a autoconfiança, pois a persistência em nossos objetivos e a superação de desafios nos mostram o quão capazes somos. E, finalmente, a garra nos presenteia com a satisfação pessoal de saber que nossas conquistas são fruto de esforço e dedicação.

É crucial que cultivemos a garra em nossos filhos e alunos desde cedo. Uma maneira eficaz de fazer isso é incentivando a participação em atividades extracurriculares. Sejam esportes, música, dança ou qualquer outra atividade que exija dedicação e disciplina, elas proporcionam um ambiente fértil para o desenvolvimento da garra. Ao se dedicarem a uma atividade por um longo período, as crianças aprendem a lidar com desafios, a superar frustrações e a desenvolver a perseverança, características essenciais da garra.

Para além das atividades extracurriculares, podemos auxiliar no desenvolvimento da garra de outras formas. É importante incentivar a paixão, ajudando as crianças a descobrirem atividades que realmente as motivem, pois a paixão é o combustível da garra. Devemos também ensinar a importância do esforço, mostrando que o sucesso não é apenas fruto do talento, mas também da dedicação e do trabalho árduo. Celebrar o progresso, e não apenas os resultados finais, é outra forma de fortalecer a garra, assim como ensinar as crianças a lidarem com o fracasso, mostrando que ele faz parte do processo de aprendizado. Por fim, sermos exemplos de garra em nossas próprias vidas, persistindo em nossos objetivos e demonstrando resiliência, é uma poderosa forma de inspirar as crianças.

Ao cultivarmos a garra em nossos filhos e alunos, estamos lhes oferecendo um presente inestimável para a vida. A garra é a chave para o sucesso, para a realização pessoal e para uma vida mais plena e significativa.

Segundo Angela a garra não é um dom com o qual nascemos, mas uma habilidade que se desenvolve com o tempo e a prática. 

Nesse sentido, oferecemos diversas oportunidades para que nossos alunos desenvolvam todo o seu potencial no dia a dia, com desafios e suporte adequado, tais como em projetos como a Feira Cultural e os diversos cursos extracurriculares disponíveis.

Vamos juntos cultivar a garra em nós mesmos e em nossos estudantes?

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Talita Cavallaro Pires de Camarg Talita Cavallaro Pires de Camarg

Setembro Amarelo - Porque é importante cuidar da saúde mental no ambiente escolar? 

Por Talita Rípoli - Psicóloga e Thaís Lima - Mestre em Gestão Educacional

Por Talita Rípoli - Psicóloga e Thaís Lima - Mestre em Gestão Educacional.

Continuamos tratando da temática do Setembro Amarelo, os textos anteriores conceituam o que é saúde mental, sua importância bem como tratam sobre os profissionais da área da saúde que podem nos ajudar. Neste texto trataremos da importância em cuidar da saúde mental desde cedo e dentro do ambiente escolar, afinal nossos filhos passam boa parte de seus dias na escola e é nesse ambiente que se preparam para viver em sociedade.

O cuidado com a saúde mental no ambiente escolar é fundamental para o desenvolvimento pleno dos estudantes. As escolas desempenham um papel crucial na formação do indivíduo, não apenas no aspecto acadêmico, mas também no emocional e social. Para promover esse desenvolvimento integral, é essencial que as instituições de ensino implementem programas socioemocionais e projetos que abordem temas como bullying, respeito e preconceito.

Programas socioemocionais visam desenvolver habilidades emocionais e sociais nos alunos, como empatia, autocontrole, resiliência e tomada de decisão responsável. Dessa forma, os estudantes aprendem como compreender e gerenciar suas emoções, construir relacionamentos saudáveis e enfrentar desafios de maneira positiva. Quando a escola promove um ambiente que valoriza o bem-estar emocional, os alunos se sentem mais seguros, o que contribui para um melhor desempenho acadêmico e para a construção de um clima escolar mais harmonioso.

Em nosso Colégio, o Programa Socioemocional Líder em Mim proporciona momentos de reflexão e discussão semanais em todas as turmas, sempre direcionados por professores com treinamento específico no programa, além disso, diariamente todos os colaboradores do colégio - que também receberam treinamento - tem a oportunidade de colocar em prática, juntamente com nossos estudantes, todas as temáticas trazidas nas reflexões pelo programa, usando-as para contribuir para o desenvolvimento das atividades e também para encarar e solucionar os desafios cotidianos.

Para exemplificar como isso funciona, darei o exemplo de um evento que é um dos mais especiais que temos no colégio: "O dia dos avós". Trata-se de uma atividade direcionada para as famílias da Educação infantil e dos Anos Iniciais (1º ao 5º anos). Como sabemos os avós são fundamentais na vida das crianças e no caso de nossas famílias, são muito presentes e queridos, por isso dedicamos um dia para recebê-los e construir com eles momentos e memórias especialmente felizes com nossas crianças e equipe. Participaram deste momento tão importante a Equipe Farol Mirim, composta por alunos dos Anos Finais (6º ao 9º ano) e do Ensino Médio, eles contribuíram recebendo os avós, mostrando o colégio e colaborando ativamente nas atividades. 

Essa atividade tem vários objetivos, pensando em cada um dos envolvidos, para os alunos participantes: proporcionamos momentos de prazer, aprendizagem e relacionamento com seus familiares (avós); para os avós: oportunidade de participar ativamente da vida dos netos, compartilhando vivências, aprendendo e divertindo-se juntos; para nossa equipe: a oportunidade de aprender, trocar experiências e conhecer um pouco mais de nossas famílias, para que possamos contribuir de maneira mais significativa no desenvolvimento de cada um de nossos alunos; para os alunos da Equipe Farol Mirim: dar a oportunidade de experimentarem sentimentos de pertencimento, protagonismo, exercício de sua empatia, paciência e responsabilidade, habilidades tão essenciais para uma vida saudável, além é claro de aprenderem na prática o valor da família e a importância da relação que a família constroi com a escola.

Esse é apenas um emxemplo dos muitos projetos que acontecem ao longo de todo o ano letivo e que leva em consideração: nossa proposta pedagógica, o desenvolvimento das competências socioemocionais trabalhadas semanalmente em nosso Programa e a saúde mental de todos os envolvidos.

Esse cuidado com a saúde mental no ambiente escolar promove o desenvolvimento global dos alunos, preparando-os para os desafios da vida adulta. Eles saem da escola não apenas com conhecimentos acadêmicos, mas também com habilidades emocionais e sociais que serão fundamentais para o sucesso em suas vidas pessoais e profissionais.

No próximo texto traremos mais exemplos práticos de como fazemos isso em nosso dia a dia. 

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Setembro Amarelo: Profissionais que apoiam nos cuidados com a saúde mental

Por Talita Rípoli - Psicóloga e Thaís Lima - Mestra em Gestão Educacional

Por Talita Rípoli - Pscóloga e Thaís Lima - Mestra em Gestão Educacional

Conforme refletimos anteriormente, alguns sintomas ou problemas têm soluções mais difundidas para todos nós, por exemplo, se você tiver um incômodo em um de seus dentes, você não tem dúvidas, procura logo um dentista. Mas se você se sentir angustiado, com muito medo, com dificuldades para encontrar uma razão para fazer coisas do cotidiano, quem pode te ajudar? Um amigo? Um padre? São tantas as opções que aparecem e as dúvidas que temos, mas assim como seu dente, seu cérebro também precisa de cuidado especializado.

Psicólogos e psiquiatras podem oferecer suporte e tratamentos adequados. Além disso, manter um estilo de vida mais saudável, com exercícios físicos, alimentação equilibrada, rotina de sono adequada e momentos de lazer, contribuem significativamente para o bem estar não só da saúde física como mental.  

Acredito que em algum momento você já se perguntou, afinal, qual a diferença entre psicólogo e psiquiatra? O que faz cada um deles?

São várias as diferenças entre esses profissionais, uma delas é na formação. Apesar de ambos pertencerem à área da saúde, eles têm aprofundamentos e funções diferentes, e que podem se complementar, assim como no exemplo do ortopedista e do fisioterapeuta, além de oferecer diferentes tipos de tratamentos, assim como diferentes abordagens. 

O psiquiatra é um profissional que se formou em medicina e após a graduação realizou residência em psiquiatria. Tendo formação médica completa, estão autorizados a solicitar exames, analisar os resultados, prescrever medicamentos e realizar diagnósticos de doenças ou transtornos. A formação médica capacita o psiquiatra a entender a saúde mental a partir de uma perspectiva biológica, química e neurológica, e a depender do diagnóstico pode levar em conta a necessidade de tratamento medicamentoso.

O psicólogo é um profissional que se formou em psicologia e, geralmente, pode optar por especializações em áreas específicas da psicologia, como clínica, organizacional, educacional, entre outras. Psicólogos não têm formação médica, portanto, não podem prescrever medicamentos, o foco do seu trabalho está na compreensão e modificação do comportamento humano por meio de intervenções psicológicas, conversas, técnicas e métodos científicos.

Este profissional utiliza diferentes abordagens terapêuticas para ajudar os pacientes a lidar com problemas emocionais, comportamentais e cognitivos. Exemplos de abordagens incluem a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), psicanálise, terapia humanista, entre outras. Realiza intervenções preventivas que visam prevenir o desenvolvimento de problemas mentais, como orientação vocacional, programas de redução de estresse, etc. Além disso, realiza testes psicológicos para avaliar aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais.

 Um dos objetivos é trabalhar o autoconhecimento do paciente, para que ele possa viver uma vida mais funcional e saudável. O diagnóstico que esse profissional realiza é mais focado em padrões de comportamento e processos mentais.

Em algumas situações, ambos profissionais podem trabalhar juntos para oferecer um tratamento mais abrangente para o paciente, dependendo de suas necessidades. Em alguns casos, um psiquiatra pode encaminhar um paciente para um psicólogo para psicoterapia ou vice-versa, pois os tratamentos tendem a se complementar.

No próximo texto mostraremos como fazemos aqui, no Colégio Helios, para proporcionar o desenvolvimento das habilidades importantes para uma vida saudável e como incentivamos nossos alunos e colaboradores a cuidar de sua saúde mental.

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Talita Cavallaro Pires de Camarg Talita Cavallaro Pires de Camarg

Bem-vindos a um novo semestre!

Por Daniela Magno -Vice-Diretora Pedagógica

Por Daniela Magno - Vice-diretora Pedagógica

Qual emoção você sente quando ouve a palavra "início"? Início nos remete a novas oportunidades, novas chances, novos aprendizados, novos hábitos e novas tentativas. Estamos a caminho do início de mais um semestre e nossa expectativa é que coisas incríveis aconteçam. Para isso, estamos preparando atividades que promovam aprendizados, desafios, renovação e interação.

Muitas vezes, a emoção que sentimos diante de um início é o medo – medo de novos desafios, de conhecer novas pessoas, de encarar novos projetos. No entanto, o medo nos ajuda a avançar com cautela e nos lembra da importância de estarmos preparados.

Estamos organizando este início com muita alegria e sabemos que experiências extraordinárias acontecem quando estamos entusiasmados em realizar. Estamos ansiosos para compartilhar novas experiências, aprender juntos e crescer como família Helios.

Neste semestre teremos várias programações com objetivo de envolver os alunos e seus familiares em nossas ações, e para isso, nossa expectativa é que cada um de vocês se sinta parte dessa jornada, participando ativamente de cada ação.

Começaremos em agosto com “O Dia dos Avós” que será um momento especial para as famílias dos alunos da Educação Infantil e Anos Iniciais, proporcionando um encontro recheado de experiências e muita diversão.

Também no mês de agosto, teremos nossa tão esperada  Visita Pedagógica , que será será uma oportunidade para os alunos da Educação Infantil e Anos Iniciais explorarem a natureza e conhecerem os animais e suas características, com muita aventura e segurança no Parque Fazenda Cia dos Bichos.

O Dia dos Pais será um evento para fortalecer os laços entre pais e filhos. Para os alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio, os pais participarão de atividades cooperativas em um mini torneio de vôlei com seus filhos. Já para os alunos da Educação Infantil e Anos Iniciais, os pais serão convidados a vivenciar momentos de diversão e construção de memórias especiais por meio de atividades com a temática da Disney.

Ainda no mês de agosto, faremos  a apresentação para  Mudança de Ciclo, para as turmas do Nível II, 5º e 9º Ano, demonstrando as diferenças entre os ciclos, bem como os novos desafios dessa etapa que se aproxima para preparar as famílias dos alunos que estão saindo da Educação Infantil para os Anos Iniciais, os que estão saindo dos Anos Iniciais para os Anos Finais e os que estão deixando os Anos Finais para ingressarem no Ensino Médio. É muito importante a participação das famílias nessa reunião, pois é um momento em que elas conhecerão de perto todas as novidades que estão por vir, e poderão dar apoio para seus filhos em relação a suas possíveis angústias e anseios sobre o novo ciclo. Em breve vocês receberão nosso convite para esta ação.

Em setembro teremos a nossa tão esperada Feira Cultural, que é um marco no ano, no qual podem expressar suas habilidades e competências desenvolvidas e proporcionar às famílias a oportunidade de vivenciar todo o trabalho desenvolvido por eles, com atividades interativas e exposições de trabalhos maravilhosos.

Ainda em setembro, os alunos do Ensino Médio terão a oportunidade de participar da Visita à Universidade, para que conheçam mais sobre os cursos e profissões, vivenciando experiências únicas para alavancarem suas carreiras e vidas.

No mês de outubro, teremos nosso tradicional “Encontro” entre os alunos dos Anos Finais e Ensino Médio, para uma divertida noite de piquenique, atividades interativas e balada. E para os menores, teremos a comemoração do Dia das Crianças, com brincadeiras e muita diversão.

Para encerrarmos nosso ano letivo com chave de ouro, nossos alunos participarão do Campeonato Interclasses, que é o evento mais aguardado por eles. Ao longo do ano, os alunos se dedicam na criação de camisetas dos times e, em dezembro, participam dos jogos para finalizarmos o ano da mesma forma que começamos: com muito entusiasmo e alegria. Assim é o Colégio Helios. Entusiasmo e  alegria fazem parte da nossa jornada o ano inteiro, na preparação de todas as atividades para nossos alunos e seus familiares!

Preparem-se para um semestre cheio de possibilidades e realizações, com muita dedicação de toda família Helios, para que sua família sinta-se feliz e acolhida em todas as nossas propostas. Bem-vindos ao novo semestre!

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A Busca por uma educação verdadeiramente inclusiva

Por Thais Lima - Mestre em Gestão Educacional

Por Thais Lima - Mestre em Gestão Educacional

Há pouco mais de trinta anos, vivenciamos a educação em várias dimensões, desde preparar a escola em seu aspecto físico: escolher as cores das paredes, das carteiras, distribuir bebedouros, áreas verdes, portas e janelas, brinquedos, equipamentos e etc., até seu funcionamento orgânico: pessoas, atividades, eventos, projetos, conversas, orientações, reuniões, estudos, conflitos, encontros, aulas e etc.. 

A cada dia aprendemos muito com a diversidade de situações que se colocam diante de nós e também com nossos alunos, familiares e equipe. Diariamente exercitamos nossa observação e nossas ações com o objetivo de a cada dia colocar em prática o que definimos como nossas: missão, visão e valores. São elas:

Missão: Educar com qualidade, acolhimento e segurança.

Visão: Ser referência em ensino de qualidade, contribuindo para a formação de cidadãos dotados de senso crítico e socialmente responsáveis.

Valores: Ética, respeito ao próximo, valorização de nossos colaboradores e alunos.

Entre alguns de nossos objetivos, está a busca por uma verdadeira educação inclusiva, que começa pela aceitação de alguns conceitos, que para nós são verdades importantes, iniciando por: todos nós somos diferentes. Reconhecer essa diversidade é o primeiro passo para a construção de um ambiente educacional que acolha a todos. A inclusão não se resume a abrir as portas das escolas para estudantes neuroatípicos, mas envolve a criação de um espaço onde cada indivíduo, com suas singularidades, possa se sentir pertencente e valorizado.

Todos os envolvidos no processo educativo merecem ser incluídos: educadores, famílias e estudantes. Os educadores são peças-chave nesse processo, pois são responsáveis por adaptar suas práticas pedagógicas e criar estratégias que atendam às necessidades de cada aluno. 

As famílias, por sua vez, desempenham um papel fundamental no apoio e na colaboração com a escola, contribuindo para o desenvolvimento integral dos estudantes. E, claro, os estudantes, que devem ser os protagonistas do seu próprio aprendizado, recebendo o suporte necessário para superar seus desafios e explorar suas potencialidades.

É essencial compreender que, devido às nossas diferenças, nossas formas de avaliar o processo  também variam, e por isso, é importante observar e exercitar a empatia para perceber que todos estão se esforçando e dando seu melhor. O que pode ser um grande avanço para um pode não ter o mesmo significado para outro, e isso deve ser respeitado e valorizado. Cada conquista, por menor que possa parecer, é fruto de muito esforço e dedicação de todas as partes envolvidas.

A inclusão é uma situação complexa e relativamente recente no contexto educacional, portanto, é crucial que todos os atores do processo educativo: famílias, estudantes e equipe escolar, exerçam empatia e paciência. Compreender que estamos todos aprendendo a lidar com essa nova realidade é fundamental para o sucesso da educação inclusiva. A empatia permite que nos coloquemos no lugar do outro, entendendo suas dificuldades e desafios, enquanto a paciência nos ajuda a enfrentar os obstáculos com serenidade e perseverança.

O trabalho em parceria é fundamental nesse processo. A educação inclusiva não é responsabilidade exclusiva de um ou outro grupo, mas de um esforço coletivo, construído em conjunto. É necessário que educadores, famílias, especialistas e a comunidade trabalhem de mãos dadas, trocando conhecimentos e experiências, para criar um ambiente de aprendizado verdadeiramente inclusivo. A colaboração entre todos esses agentes facilita a identificação de necessidades específicas e a implementação de estratégias que realmente funcionem.

A educação inclusiva exige aceitação das diferenças, reconhecimento do esforço de todos os envolvidos, empatia, paciência e um forte trabalho em parceria. Só assim poderemos construir uma escola que não apenas acolha, mas que valorize e potencialize a diversidade, proporcionando um desenvolvimento integral e equitativo para todos os estudantes.

Deste processo de aprendizagem e inclusão verdadeira fazem parte inúmeras ações planejadas e realizadas ao longo de toda nossa história. 

Neste ano de 2024 já realizamos vários estudos sobre: propostas pedagógicas, adaptações curriculares e de atividades, programa sócio emocional, estudos sobre desenvolvimento infantil e diversidade. Atualmente estamos realizando junto a nossa equipe de colaboradores um curso de introdução à educação inclusiva, com encontros aos sábados e temas como: neurodiversidade, TEA, ABA, entre outros. 

Acreditamos e vivenciamos uma comunidade escolar que estuda, aprende e ensina em conjunto, compartilhando suas dificuldades e conquistas em busca de uma educação verdadeiramente inclusiva.


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Talita Cavallaro Pires de Camarg Talita Cavallaro Pires de Camarg

O Brincar na Educação Infantil

Por Prof. Gabriela Coelho - Educação Infantil

Por Prof. Gabriela Coelho - Educação Infantil

Se eu te perguntar quais as melhores lembranças de sua infância, o que você me diria? Eu com certeza te contaria das tardes andando de bicicleta com as primas no interior e de como ralei o joelho em uma das ocasiões. Ou das tardes brincando de cozinhar e alimentar as bonecas juntamente com a minha irmã. São memórias preciosas que nos marcaram e que fizeram quem somos hoje. A verdade é que as nossas memórias de infância estarão sempre entrelaçadas ao brincar, pois ele faz parte da nossa construção enquanto seres humanos.

“As crianças de hoje em dia já não brincam como antigamente!” ou “Na minha época, nós éramos felizes de verdade e podíamos brincar na rua!”, você já ouviu alguém dizer essas frases? Você já disse alguma delas ou frases semelhantes? Já se perguntou o porquê das crianças não brincarem mais como antigamente? A verdade é que o mundo digitalizado, agitado e por vezes impaciente dos adultos engoliu o mundo das crianças. Muitas das brincadeiras passadas de pais para filhos, por gerações, estão se perdendo devido ao pouco contato das crianças de hoje com as crianças que fomos, com a pouca segurança que temos nas ruas, com as telas e seus excessos.

Como então podemos resgatar a cultura do brincar? Como pensar nas infâncias mais livres, significativas e fazedoras de cultura? Não há possibilidade de desassociar a infância da brincadeira. Enquanto educadores, nós da Família Helios valorizamos em nossa escola uma Educação Infantil brincante, nos colocamos como promotores de um brincar livre e valorizamos a criança como protagonista de seus aprendizados. 

Jean Piaget, biólogo e estudioso da infância, em sua teoria do desenvolvimento cognitivo destacou a importância do brincar para a construção de habilidades cognitivas, sociais e emocionais. É através dos jogos e brincadeiras que as crianças absorvem o mundo ao seu redor. Portanto, a brincadeira tem um papel além da distração e do lazer, pois é através do brincar que a criança aprende. Em suas observações, a educadora italiana Maria Montessori notou que as crianças são motivadas e gratificadas através do brincar, e destaca que o brincar é o trabalho da criança. Montessori nos confirma que o brincar está além do lazer, o brincar é fundamental para o desenvolvimento e aprendizado infantil. Assim como Piaget e Montessori, vemos Loris Malaguzzi, educador italiano e fundador da abordagem Reggio Emilia dizer que a criança é protagonista do seu próprio aprendizado e para ele o brincar é considerado uma forma de expressão e exploração.

Baseado em Reggio Emilia, buscamos proporcionar momentos de brincar livre para a educação infantil, pois brincar livremente permite buscar suas próprias experiências de aprendizado, valorizando o que parte da própria criança, da sua curiosidade nata e não é direcionado por um adulto. Você deve estar se perguntando, qual é o papel do professor, então? O professor é facilitador do brincar, responsável por proporcionar um ambiente rico e convidativo para as crianças. Ele é pesquisador, buscando sempre novas ideias a fim de melhorar as experiências de sua turma, é colaborador, envolvendo as crianças com perguntas e conversas que instiguem ainda mais a curiosidade, pesquisa e exploração.

O ambiente, espaço onde ocorre o brincar, deve ser preparado, e o professor é o responsável por esta atividade. Um ambiente rico em aprendizagens e exploração deve ir além dos brinquedos convencionais, pois estes brinquedos muitas vezes já ditam o como se deve brincar. Por exemplo, ao pegar uma boneca, uma menina logo finge ser a mamãe e começa os cuidados com ela, a boneca então passa a ser limitada em instigar a criatividade das crianças, porém se oferecermos materiais não estruturados, como um carretel, ele pode tornar-se torre se empilhado, trem se arrastado por cima de blocos de madeira, se envolto em pequenos pedaços de tecido, vira uma boneca, se colocado sob os olhos atentos de uma criança, vira binóculo ou luneta, se sobre a boca, microfone ou alto falante. Os materiais não estruturados são aqueles que não têm um propósito específico ou uma maneira certa de serem usados, o que permite que as crianças brinquem de várias maneiras e usem sua imaginação para dar significado.

E você, consegue se lembrar de algum tipo de material que se transformou em algo significativo? Já fez aquele galho no meio do caminho de bengala ou espada, ou usou pedrinhas para criar formas e inventar objetos e animais? Observou os desenhos no azulejo enquanto tomava aquele banho demorado de criança e descobriu uma porção de rostos diferentes? Já fez sacola de pipa, ou amarrou várias blusas de frio juntas para virar uma boneca? Usou materiais recicláveis para criar carrinhos, aviões ou até mesmo bonecos?

É este tipo de infância que propomos para nossas crianças através do brincar, do brincar livre e do brincar com materiais não estruturados. A infância o qual você foi exposto pela simplicidade dos tempos antigos e que nós, enquanto escola, buscamos resgatar.


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Páscoa, uma data  para celebrarmos uma nova vida! 

Por Érica Borges - Pedagoga - Educação Infantil

Por Prof. Érica - Educação Infantil

A Páscoa se aproxima e, independentemente de qualquer aspecto religioso, entendemos que este é um momento que pode nos propiciar importantes reflexões.

Por isso, trabalhamos com as nossas crianças nesta semana que antecede a data a história da Páscoa através da sua simbologia, compartilhando e conhecendo a forma como se comemora a páscoa em algumas culturas, abrindo espaço para a imaginação e a criatividade, treinando a capacidade da criança de expor suas opiniões, respeitar as diferentes ideias e se relacionar com o próximo de forma respeitosa, treinando e colocando em prática o hábito 5 do Líder em Mim: Compreender para depois ser compreendido.

De forma lúdica, as crianças promoveram essas reflexões e participaram de brincadeiras e outras atividades que os levaram à compreensão de que o coelho não come ou coloca ovos de chocolate, mas que ele come cenoura e, junto com seus ovos, é símbolo da Páscoa em função de sua reprodução rápida, representando a fertilidade e vida nova. 

Foi uma semana muito divertida e repleta de aprendizados. Nosso desejo é que cada um de nossos alunos compartilhe com suas famílias um pouquinho dessas reflexões positivas, que nos remetem a bons sentimentos, como o amor, a amizade, a alegria, e, acima de tudo, o respeito ao próximo.

Desejamos a todos uma Feliz Páscoa!

Com carinho,

Professora: Érica.

Feliz Páscoa!

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Desfile dos 7 hábitos

Por Debora Silva - Prof. de Espanho e Líder em Mim

Por Debora Silva - Professora de Espanhol e Programa Socioemocional “Líder em Mim”

O desfile começou com os alunos representando o primeiro hábito: "Seja Proativo". Fantasiados, eles marcharam com determinação, mostrando que são os protagonistas de suas próprias vidas. Em seguida, vieram os defensores do segundo hábito: "Comece com o Objetivo em Mente". Com o cartaz colorido delineando seus sonhos e aspirações, eles demonstraram a importância de definir metas claras para o futuro e trabalhar com foco e determinação para alcançá-las.

O terceiro hábito, "Primeiro o Mais Importante", foi encenado pelos alunos que entenderam a importância de estabelecer prioridades em suas vidas. Os participantes do quarto hábito, "Pense Ganha-Ganha", surgiram com fantasias e roupas coloridas, representando a cooperação e o espírito de equipe. 

O quinto hábito, "Busque Primeiro Compreender, Depois Ser Compreendido", foi trazido à vida por alunos que personificavam a empatia e a escuta ativa. Em seguida, veio o sexto hábito, "Crie Sinergia". Os alunos se uniram em grupos, demonstrando como trabalhar em equipe pode gerar resultados maiores do que a soma das partes individuais. 

Por fim, o bloco do sétimo hábito, "Afine o seu instrumento", encerrou o desfile com energia e entusiasmo. À medida que o desfile chegava ao fim, ficou claro que essa atividade não era apenas uma celebração de Carnaval, mas sim uma poderosa demonstração do compromisso da escola em cultivar não apenas a inteligência acadêmica, mas também as habilidades socioemocionais e o relacionamento positivo com os outros. Os alunos saíram do desfile com propósito de praticar os 7 Hábitos em suas vidas.

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Um novo ano, sempre um recomeço

Por Thais Lima - Mestra em Gestão Escolar

Por Thais Lima - Mestra em Gestão Escolar

O início de um novo ano traz consigo sempre sentimentos de renovação e recomeço.

Boa parte das pessoas repensam suas vidas e metas ao final ou no início de um novo ano.

Para nós educadores isso é ainda mais forte e presente.

Todo fim de ano é um momento em que estamos cansados e felizes ao mesmo tempo. Foram muitas realizações, conquistas, relacionamentos, amizades e tantas outras coisas. 

Assim que o ano finda, já começamos a imaginar: nossa nova turma ou turmas, nossos novos colegas, novos projetos, novos desafios e tantas outras novidades que sempre queremos implantar.

Este momento, o início do ano, que acontece antes mesmo da chegada de nossos alunos, começamos a vivenciar, planejar, criar, sonhar, discutir, estudar, rever conceitos, crescer como pessoas e como profissionais. 

Parece impossível, mas já pensamos, planejamos e discutimos todo nosso ano letivo de 2024! 

Retomando o conceito trazido pelo hábito 2: Começando com o objetivo em mente, aprendemos que todas as coisas são criadas duas vezes, ou seja, há uma criação mental ou inicial e uma criação física, ou segunda criação para todas as coisas. (Covey, pg 134)

Portanto, não só é possível como já realizamos em conjunto nossa primeira criação: um 2024 repleto de novidades, desafios, relações, amizades, aprendizagens, trocas, parceria e muito mais.

Vivemos momentos incríveis de partilha e construção que propiciaram essa criação idealizada pela família Helios para a sua família.

Desejamos a todos um excelente 2024.

Família Helios


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Programa Orientação de Estudo

Por Marília Brito - Secretária Escolar

Por Marília Brito - Secretária Escolar

O desenvolvimento dos nossos estudantes é o objetivo principal do nosso colégio, e, por isso, não nos limitamos a simplesmente ministrar os conteúdos em sala de aula.

Além dos professores, que estão diretamente envolvidos no desenvolvimento acadêmico dos alunos, temos uma equipe composta por muitos outros profissionais, que diariamente convivem com todos eles, coordenando, planejando e acompanhando suas atividades, para que esse desenvolvimento acadêmico se dê de forma ampla e irrestrita à sala de aula.

Através desse acompanhamento próximo e individualizado de cada aluno, percebemos que muitos demandam orientação no sentido de descobrir “como estudar”, quais estratégias funcionam melhor para cada um, de que maneira cada um aprende e fixa melhor os conteúdos, pois um mesmo método de ensino pode não ser igualmente eficaz para todos os alunos. Afinal, se somos diferentes, porque aprenderíamos todos da mesma forma?

Partindo do que acreditamos no sentido de que é papel dos educadores identificar as dificuldades de nossos alunos e então ajudá-los traçar o melhor caminho a ser perseguido para o aprendizado eficaz, desde 2018 contamos com o Programa de Orientação aos Estudos (POE), elaborado e implantado pela equipe de coordenação pedagógica, que tem como objetivo auxiliar os alunos a melhorar seu aproveitamento escolar.

Neste programa, acolhemos os alunos individualmente ou em grupo, em reuniões periódicas para entender onde estão suas dificuldades. Conversamos sobre dicas de organização, leitura, técnicas de estudos, gestão de tempo, acesso e uso das ferramentas digitais disponíveis e muitos outros temas afins, proporcionando reflexão e conhecimento de suas habilidades, bem como o uso delas para sua aprendizagem.

Assim, guiamos nossos alunos, prezando por um aproveitamento de qualidade, e não necessariamente quantidade, com um processo contínuo que resulta num aprendizado perene, que se consolida para a vida, e não apenas para o dia da prova.

Ajudamos os alunos a encontrar diversas formas de estudar e aprender, sugerindo, de acordo com o perfil de cada um, os meios e estratégias possivelmente adequadas, de modo que o próprio aluno possa vislumbrá-las e experimentá-las, para que possa descobrir qual delas funciona melhor para ele e para a disciplina que necessita estudar.

Ao longo desses anos, temos visto que com o empenho dos alunos e todo esse apoio paralelo da nossa equipe de coordenação pedagógica ao trabalho desenvolvido pelos docentes em sala de aula, temos colhido ótimos resultados em relação ao desempenho pedagógico de nossos alunos, da forma como acreditamos ser a mais sólida: um aprendizado global, em que os estudantes se tornam protagonistas de seu aprendizado, de suas escolhas e da sua vida!


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